Frango brasileiro chega na China contaminado por coronavírus

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Autoridades de Shenzhen, na China, informaram nesta terça-feira, 12, que testaram, numa das amostras de asa de frango congelada que foram importadas do Brasil, presença do coronavírus na superfície da embalagem do produto.

Segundo as informações noticiadas pela imprensa chinesa, outras amostras do mesmo lote foram coletadas, analisadas e os resultados foram negativos. Todos os funcionários e pessoas que manusearam ou entraram em contato com o material também foram analisados e testaram negativo para a Covid-19.

Segundo reportagem do UOL, a carne contaminada seria originária do frigorífico da empresa Aurora em Santa Catarina. A Autora disse em nota que ainda não foi notificada oficialmente.

O Ministério da Agricultura brasileiro disse que consultou a GACC (Administração-Geral de Aduanas da China) na noite de terça, 12, após notícia veiculada pela imprensa chinesa e que ainda não foi comunicado oficialmente. O Ministério soltou uma Nota Pública afirmando que estão “buscando as informações oficiais que esclareçam as circunstâncias da suposta contaminação“.

Nota da ABPA

A ABRA – Associação Brasileira de Reciclagem Animal como membro associado à ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal, publicou Nota Oficial informando que o setor está analisando as informações e que não está claro em que momento houve a eventual contaminação, se ocorreu na embalagem ou durante o processo de transporte de exportação.

A ABPA reiterou ainda que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Opinião de especialista

Segundo o pesquisador Atila Iamarino publicou em seu Twitter, o vírus não sobrevive por muito tempo em superfícies, porém, sob alta temperatura, como é o caso das carnes que são transportadas congeladas, pode ser possível que ele tenha chegado ativo à cidade chinesa.

Ainda segundo o pesquisador, mesmo que o frango brasileiro tenha chegado na China com material genético do SARS-CoV-2, não significa que ele tenha potencial de infecção mas, certamente, isso significa que as embalagens de frango que estão sendo comercializadas no Brasil, em nosso mercado interno, pode conter o vírus também.

Atila não acredita que o coronavírus seja transmissível pela carne em si e restringe o risco à manipulação da embalagem. Por isso, reforça o alerta para higienização das embalagens e mãos depois de manipulá-las como formas seguras de prevenção.

Tempo de sobrevivência

Estudos específicos sobre o tempo de sobrevivência do SARS-CoV-2 ainda estão em andamento, acredita-se que, em temperatura ambiente, ele possa sobreviver até 72 horas em plásticos e aço inoxidável, 24 horas em papelão e 4 horas em superfícies de cobre, de acordo com a pesquisa do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos em parceria com a Universidade da Califórnia (UCLA).

Publicamos aqui um estudo feito na China que aponta a temperatura ideal e o tempo de sobrevivência do novo coronavírus em diferentes tipos de superfície.

Frigoríficos estão se tornando um grande problema

Já anunciamos aqui também, por mais de uma vez, que os frigoríficos são grandes focos de contaminação pelo coronavírus.

Diante desses fatos, é imprescindível que haja uma rigorosa fiscalização nos frigoríficos que, além de já terem sido apontados com foco de contaminação, colocando em risco a vida e saúde de seus funcionários, o que resultou, inclusive no fechamento de algumas unidades pelo Ministério Público do Trabalho agora, mostrou que podem levar o vírus para fora de suas instalações.

Se viajou até a China, o cenário pode ser alarmante se pensarmos no mercado interno brasileiro.

Além de uma fiscalização séria e um esquema forte de prevenção, a sociedade espera uma satisfação urgente dos órgãos públicos e empresas envolvidas a fim tranquilizar a população, e garantir que podemos confiar no produto que está sendo colocado nas prateleiras dos supermercados e ofertado aos consumidores com a segurança necessária.

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
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