Açougue Vegano chama a atenção até mesmo de quem consome carne animal

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Dados de uma pesquisa de mercado realizada pela Bloomberg Intelligence mostram que as vendas de alimentos à base de plantas devem saltar de US$ 29,4 bilhões em 2020 para US$ 162 bilhões em 2030. A preocupação com a própria saúde e com o meio ambiente vem atraindo cada vez mais adeptos e chamando a atenção de muitas empresas.

Esse é o caso do Açougue Vegano. Essa rede de restaurantes e lanchonetes nasceu em 2006 do encontro entre dois estudantes de gastronomia, Celso Fortes e Michelle Rodriguez. Juntos, eles começaram a criar receitas para convencer até mesmo os paladares mais exigentes de que a carne pode ser substituída.

“A Michelle já era 100% vegana, e aquela foi a primeira vez que eu ouvi essa palavra. Ela foi compartilhando esse mundo comigo, e a gente foi testando receitas juntos. Eu falava que o dia que a gente conseguisse fazer com que pessoas que tinham uma alimentação tradicional trocassem isso pela gastronomia vegana, a gente conseguiria chegar em algum lugar”, conta Celso.

E deu certo. A primeira loja foi montada no Rio de Janeiro. A ideia inicial era vender alimentos congelados para amigos. Mas o sucesso foi tanto que hoje o Açougue Vegano já tem lojas e franquias espalhadas por São Paulo (SP), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Teresina (PI).

O cardápio também cresceu: o menu também conta com lanches, salgados e refeições completas.

O destaque da casa vai para o sanduíche Vegan Melt (pão, hambúrguer de shitake, cheddar de cenoura e cebola caramelizada). Também é possível encontrar coxinhas de jaca e de espinafre e espetinhos de carne de soja (R$ 14,90), de kafta de shitake e  linguiça vegana (R$ 14,90 ).

“A gente perguntava para as pessoas:  ‘quais são os motivos para você não experimentar comida vegana?’, e elas respondiam:  ‘ah, é caro’, ‘não tem textura’, ‘não tem sabor’. A gente foi tirando isso. Eu e a Michelle tivemos um casamento perfeito porque ela é muito boa de tempero e sabor, e eu já valorizo mais a textura dos alimentos”,  comenta Celso Fortes.

“Mas a gente não só trabalhou essa questão do sabor, da textura e até do formato, como também focamos muito na questão do preço. Tanto que nós produzimos as nossas próprias receitas para poder aproveitar todos os insumos. A gente queria chegar a um custo que competisse com a gastronomia tradicional”, continua o fundador do Açougue Vegano.

Por incrível que parece, 58% dos clientes da rede não são veganos ou vegetarianos, uma prova de que o intuito da rede deu certo.

“Nem sempre você deixa de comer carne porque não gosta. Você deixa por uma questão ideológica, de saúde, enfim. Cada um tem um motivo. Antes, as pessoas tinham um certo preconceito; hoje isso ainda existe, mas está diminuindo”.

“A gente via, por exemplo, a namorada vegana comendo em um lugar, e o namorado não vegano, em outro, e se incomodava muito com isso. A nossa visão é que a gastronomia tem que unir todo mundo em uma mesa. No Açougue Vegano, todos são bem vindos. Se você é vegano ou vegetariano, vai ter uma experiência muito legal. E se você não é, eu garanto isso também”, finaliza o empreendedor.

Fonte: economia.ig

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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