Veja se vale a pena e se é saudável trocar o leite de vaca por bebidas vegetais

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Você não tem intolerância à lactose nem alergia, mas quer trocar o leite de origem animal por um de origem vegetal por motivos éticos e ambientais ou por achar que é mais saudável. Antes de seguir em frente, você precisar estar ciente de alguns pontos.

Em primeiro lugar, leve em consideração que a composição proteica do leite de vaca e desses extratos vegetais é bem diferente. O leite de vaca é considerado um alimento proteico, apresentando de 3,15 a 3,37 g de proteína/100 ml, enquanto as bebidas vegetais apresentam uma enorme variação, dependendo da matéria-prima, variando entre 0,28 a 3,16 g de proteína/100 ml.

A bebida que apresenta um teor de proteína próxima à do leite é a bebida à base de soja, que varia de 2,5 a 3,16 g/100 ml. Portanto, devemos prestar bastante atenção nessa variação, já que em muitos momentos a única fonte de proteína da refeição vem do leite. Em um café da manhã, por exemplo, composto de café com leite e pão com manteiga, se a pessoa troca o leite de vaca por uma bebida de arroz, que tem em torno de 0,28 g de proteína/100 ml, a refeição passa a ser composta principalmente por carboidrato. Reduz-se então a sensação de saciedade, podendo inclusive fazer com que a pessoa não atinja o mínimo de proteína necessária no dia. A dica aqui é: ao fazer a troca, prefira a bebida que tem o teor de proteína próximo do leite, ou inclua outra fonte de proteína na refeição, como um ovo mexido, por exemplo.

A quantidade de vitaminas e minerais também é algo a se verificar. As que estão presentes no leite nem sempre estão presentes na bebida vegetal. O leite é fonte de vitamina A e D, possui betacaroteno e cálcio. Já nas bebidas vegetais é preciso sempre observar o rótulo para avaliar se a indústria adicionou esses nutrientes através da suplementação, caso contrário, precisamos incluir outras fontes alimentares, principalmente de cálcio, para atingir a quantidade necessária por dia.

Se a troca for por uma bebida vegetal caseira, sem adição de cálcio, por exemplo, é preciso ingerir alimentos ricos em cálcio ao longo do dia, como o gergelim e alimentos verde-escuros. Uma boa pedida é incluir tahine (pasta de gergelim) na própria bebida vegetal ou passar no pão como um patê.

O terceiro ponto crucial no quesito saúde é avaliar a composição das bebidas vegetais. Isso porque o leite de vaca, se der preferência ao pasteurizado, não apresenta aditivos químicos e sempre tem uma composição muito similar, já que é produzido pelo animal, mudando apenas o teor de gordura entre os tipos de leite (integral, semidesnatado ou desnatado). Já a bebida vegetal pode ser feita de inúmeras fontes como arroz, aveia, soja, amêndoas, entre outros. Na composição das bebidas vegetais pode ser acrescida uma grande quantidade de açúcar, o que não é considerado saudável, além de espessantes e aditivos químicos para conservar a bebida estável fora da geladeira.

As melhores bebidas vegetais são aquelas feitas com zero adição de açúcar e/ou adoçante, tendo apenas como ingrediente água e o vegetal/leguminosa/oleaginosa, podendo ter adição de vitaminas e minerais.

A opção mais prática é comprar a bebida vegetal pronta, sempre observando o rótulo para comprar apenas as que não têm aditivos, ou seja, aquelas feitas apenas com água e oleaginosa. Porém, elas são mais caras. A opção mais econômica é fazer a bebida em casa, assim garantimos que não há aditivo na bebida e fazemos um ajuste na alimentação para incluir outras fontes de cálcio e proteína ou até mesmo incluirmos uma suplementação.

A junção de praticidade e economia é usar o extrato de soja, que é uma versão em pó da bebida vegetal de soja e que não tem adição de conservantes/aromatizantes/edulcorantes. Ela ainda tem um bom teor de proteína e em receitas como vitaminas e mingau o sabor é bem suave e normalmente bem aceito.

Fonte: uol

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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