Pesquisadores criaram um material à base de plantas que pode substituir plásticos descartáveis

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

Pesquisadores da Universidade de Cambridge criaram um novo material sustentável (derivado de plantas) que pode substituir os plásticos descartáveis ​​em muitos campos.

Por muitos anos, pesquisadores observaram o comportamento das proteínas: grande parte da pesquisa se concentrou no que acontece quando as proteínas se comportam de maneira anormal, causando o aparecimento de doenças como o Alzheimer. Agora, no entanto, pesquisadores da Universidade de Cambridge dedicam seus esforços para resolver um problema importante em relação à sustentabilidade ambiental: a poluição causada pelo plástico.

É um filme de polímero criado a partir da imitação das propriedades da teia de aranha, um dos materiais mais resistentes da natureza. Este novo material é tão forte quanto muitos tipos de plásticos em uso hoje e pode em breve substituir o material derivado do petróleo em muitos produtos domésticos. O novo material foi criado usando uma nova abordagem, para reunir proteínas vegetais em um material que reproduz a seda – em nível molecular. As proteínas naturais, que se automontam, produziram um filme rígido “semelhante ao plástico” que também pode ser produzido em grande escala. Também podem ser adicionados corantes (naturais) a este polímero, e também pode ser impermeável à água.

O novo ‘plástico’ natural é completamente compostável em casa – ao contrário de outros tipos de bioplásticos que existiram até agora e ainda requerem maquinaria para degradar. Em breve será lançado no mercado pela Xampla, empresa ligada à Universidade de Cambridge que desenvolve soluções alternativas ao plástico para produtos descartáveis: a empresa produzirá uma linha de sacolas e cápsulas descartáveis ​​que substituirão as utilizadas no final deste ano, para a limpeza de louças e roupas, anteriormente de plástico.

substituir-plásticos

Credits: Natural Communicatios

Esse foi o culminar de um estudo que durou mais de dez anos que nos permitiu entender como a natureza (no caso, a aranha) gera materiais a partir de proteínas – explicam os autores da pesquisa. – Não partimos com a intenção de vencer o desafio da sustentabilidade ambiental – fomos movidos pela curiosidade e pela criação de novos materiais. A virada foi poder reconhecer o fenômeno das proteínas de automontagem, para criar materiais novos e inovadores.

E, na verdade, muito pouco se sabe sobre como as proteínas vegetais se combinam, e os pesquisadores dizem que estão entusiasmados com a ideia de descobrir novas maneiras de substituir progressivamente o plástico em todas as áreas da vida diária.

Fonte: Nature Communications

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Jornalista freelance, nascida em 1977, formada com honras em Ciência Política, possui mestrado em Responsabilidade Corporativa e Ética e também em Edição e Revisão.
Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest