Brasil elabora a Carta em Defesa da Democracia e une tucanos, petistas, juristas e economistas

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A Carta em Defesa da Democracia divulgada nestasemana une tucanos, petistas, procuradores que trabalharam na Lava Jato, o advogado que ajudava a campanha do ex-juiz Sérgio Moro, ex-ministros de FHCLulaDilma e Temer, empresários, economistas liberais, subprocuradores-gerais da República, membros do Ministério Público Federal, uma ex-assessora de Paulo Guedes e João Doria, a coordenadora de programa de Simone Tebet (MDB) e uma série de outras personalidades. O manifesto foi criado na Faculdade de Direito da USP.

Entre banqueiros e empresários estão Roberto SetubalCandido Bracher Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, Pedro Passos Guilherme Leal, da Natura, Walter Schalka, da Suzano, Eduardo Vassimon (Votorantim), Horácio Lafer Piva (Klabin).

O deputado Rui Falcão (PT), coordenador de comunicação da campanha de Lula, assina a carta junto com Joaquim Falcão, que cuidava da parte jurídica da campanha de Moro. Vanessa Canado, advogada e professora do Insper, ex-integrante da equipe de Guedes e ex-articuladora do plano econômico de João Doria (PSDB), também subscreve. Elena Landau, economista à frente do programa de Simone Tebet (PMDB), se une ao grupo.

A lista de economistas inclui ainda Edmar Bacha, que participou da formulação do Plano Real, Samuel PessoaDemosthenes Madureira de Pinho NetoJosé Marcio RêgoLuiz Gonzaga Beluzzo e outros.

Há ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como José Carlos DiasJosé GregoriPedro Malan Miguel Reale Júnior e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Dos ex-ministros dos governos petistas Lula e Dilma (PT), estão José Eduardo CardozoTarso Genro Renato Janine RibeiroAloysio Nunes (PSDB), foi ministro nos governos FHC e Michel Temer e também subscreve o texto, assim como Raquel Dodge, que foi procuradora-geral da República na gestão do emedebista.

No Ministério Público, há diferentes correntes no apoio ao texto. Procuradores que fizeram parte da gestão do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot (governo Dilma) assinam a lista ao lado de colegas que foram do núcleo duro de Dodge (governo Temer). Há aqueles que estiveram à frente de casos da Lava Jato, como o procurador da república Vladimir Aras, e subprocuradores da República atualmente no cargo, caso de Mario Bonsaglia e Nicolau Dino, por exemplo.

Para o professor e Pesquisador do Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais, da FGV, João Marcelo Borges, o lançamento do manifesto nesse momento é crucial porque tem um conjunto muito amplo de pessoas com visões políticas muito diferentes, orientações partidárias e ideológicas muito distintas, mas todos claramente defendendo não só os princípios, mas a manutenção das práticas democráticas para que o País não tenha que viver um novo regime autoritário.

“Há certamente riscos e intenções. A capacidade executar é menor do que vontade de ver isso acontecer. Mas não se brinca com democracia. Menos ainda num País com o nosso histórico”

diz Borges, que é um dos signatários.

“É um manifesto que tem do Chico Buarque a juristas que poderiam ser considerados mais próximos à direita, mais conservadores, há banqueiros, ex-banqueiros, industriais, pesquisadores dos mais variáveis campos”.

Segundo o pesquisador da área educacional, esse o manifesto é mais amplo em termos das colorações políticas e ideológicas, mais próximo das eleições e que traz a carga simbólica de outro manifesto similar feito no ápice do regime militar. Só que agora não para gritar para o reestabelecimento da democracia, mas pela sua manutenção.

Ela avalia que esse manifesto se diferencia dos outros porque está mais próximo do período eleitoral e acontece depois de um assassinato claramente realizado por motivações políticas e de o presidente Jair Bolsonaro conclamar os seus apoiadores, na convenção que o indicou como candidato à reeleição, a um novo Sete de Setembro.

Empresários e juristas têm se articulado para unir forças em torno de uma mobilização que terá como ápice um ato no dia 11 de agosto, nas arcadas do Largo de São Francisco, no centro de São Paulo. O atual manifesto é inspirado na Carta aos Brasileiros de 1977 – um texto de repúdio ao regime militar, redigido pelo jurista Goffredo Silva Telles, e lido também na faculdade do Largo de São Francisco.

A ideia chegou para os grupos de economistas na semana passada e logo recebeu adesão maciça para a mobilização de pessoas e entidades que se opõem à tentativa de quebra da institucionalidade no Brasil. Como muitos dos signatários já estavam divulgando e outras entidades preparavam manifestações individuais, a preferência foi se juntar à da Faculdade de Direito para ampliar a força do movimento.

A preocupação maior era de que a manifestação fosse percebida como um movimento de apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, servido de pretexto para novos ataques do presidente Jair Bolsonaro. Como a diversificação de pensamentos ideológicos entre os signatários é muito ampla, esse temor acabou se dissipando.

Os associados do Centro de Debates de Políticas Públicas (CDPP), por exemplo, assinaram em peso na pessoa física. O diretor do Centro de Liderança Pública (CLP), Tadeu Barros, assinou também como pessoa física.

Fonte: MSN

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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