Carteira de motorista pode custar até R$ 3 mil, mas é possível tirar a habilitação de graça

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A cada ano que passa, as carteiras de motorista costumam ficar ainda mais caras. Conquistar a primeira habilitação é um sonho para muitas pessoas – seja para uso pessoal ou para trabalhar como motorista profissional. No entanto, um dos principais impeditivos para a conquista desse importante documento é o seu alto preço. Em alguns estados brasileiros, a CNH pode custar até R$ 3 mil.

Além disso, também há a possibilidade de pessoas com menos condições financeiras (comprovadamente) conquistarem a primeira habilitação por meio do programa CNH Social. No entanto, também não são todas as cidades que disponibilizam esse benefício.

Embora haja um certo padrão de preço, o Detran de cada estado costuma estipular valores diferentes para os processos que envolvem a conquista da primeira habilitação. O custo total leva em conta, basicamente, três etapas: os exames médicos e psicotécnicos, as taxas do Detran e os custos com a autoescola.

Os valores costumam sofrer reajustes todos os anos (ao contrário do salário) – que, na grande maioria das vezes, torna a primeira habilitação sempre mais cara. É importante levar em conta que o preço das aulas teóricas e práticas podem variar conforme o Centro de Formação de Condutores (CFC) escolhido. Por isso, o valor da CNH também pode ser diferente em cidades do mesmo estado.

Essa diferença também acontecerá conforme for a categoria escolhida pelo futuro condutor. Para se ter uma ideia, no Rio Grande do Sul, a categoria B (para carro) está custando por volta de R$ 2.714,16, enquanto quem optar por tirar duas habilitações de uma só vez, para carro e moto (categoria AB), poderá desembolsar R$ 4.313,67. Mas isso, claro, partindo do princípio de que a pessoa não irá reprovar em nenhuma etapa – caso reprove, o valor vai ficando ainda mais alto.

No Rio de Janeiro e em São Paulo, a média de preço também está bastante alta. Dependendo do CFC, a habilitação da categoria B chega a quase R$ 3 mil. Assim, em caso de reprovação ou da necessidade de mais aulas práticas, por exemplo, esse valor é rapidamente batido e superado.

Embora o processo todo para tirar a primeira habilitação não seja barato, ele não precisa ser pago todo de uma vez. O pagamento pode ser realizado conforme o andamento das etapas – e isso, sem dúvidas, facilita a vida dos futuros motoristas. Em um primeiro momento, é preciso pagar pela taxa de abertura do Renach (que não costuma passar muito de R$ 100).

Em seguida, é hora de passar para os exames médico e psicológico – o que, juntos, variam entre R$ 200 e R$ 300. Esses são os primeiros pagamentos que precisam ser realizados.

Feito isso, é hora de partir para as aulas teóricas no CFC, e esse valor irá depender da instituição escolhida. Em alguns estados há escolas que cobram por volta de R$ 300 pelas 45 horas/aula necessárias, em outros, as aulas teóricas podem chegar a R$ 400. Terminadas as aulas teóricas e aprovado no exame (que também deve ser pago), o aluno poderá optar por realizar o simulador, que é facultativo na maioria dos estados, exceto no Rio Grande do Sul. O advento do simulador, inclusive, foi um dos fatores que encareceu o custo total da primeira habilitação. Seu curto gira em torno de R$ 350.

Na sequência, é hora de partir para a prática. Essa é a etapa mais cara da habilitação, que pode passar de R$ 1.000 em algumas autoescolas. Para poder dirigir, é preciso também pagar pela emissão da Licença de Aprendizagem de Direção Veicular (LADV) – que gira em torno de R$ 70 a R$ 80. O aluno também deverá pagar pelo aluguel do veículo, e a marcação do exame prático.

Todas as etapas mencionadas podem ser pagas conforme o andamento do curso todo – lembrando que o aluno, assim que paga pela abertura do Renach, tem 12 meses para terminar sua habilitação. Se, dentro desses 12 meses, ele não for aprovado, será preciso abrir um novo Renach, o que implica em novos gastos.

A CNH Social foi um projeto idealizado pelas companhias SEST (Serviço Social do Transporte) e SENAT (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), no ano de 2011.

O Governo Federal, acatando a ideia, deu início ao programa, que desde então vem ajudando a população de baixa renda a conquistar a tão sonhada primeira habilitação gratuitamente. Porém, como não são todos os estados que aderiram a esse projeto (São Paulo é um dos estados que não oferece esse benefício), é importante conferir, no site do Detran do seu estado, se poderá ser contemplado também.

Entre os requisitos para poder participar do projeto, estão:

– ter 18 anos ou mais, afinal, esta é a idade mínima para tirar a carteira de motorista no Brasil;

– saber ler e escrever;

– ter renda familiar mensal de até 2 salários mínimos;

– ser beneficiário de algum programa social;

– ser estudante de rede pública e ter um bom desempenho;

– é preciso estar desempregado há mais de um ano; e

– ter inscrição no Cadastro Único da Caixa.

Fonte: UOL

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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