Milho transgênico: proibição no México assusta multinacionais norte-americanas

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No México está passando por uma verdadeira batalha contra o milho GM. Um decreto de janeiro último marcou sua proibição definitiva, que ocorrerá gradualmente até 2024. É o primeiro estado dos EUA a proibir a produção desse alimento geneticamente modificado.

Os principais objetivos desta decisão, fortemente apoiada pelo Presidente do México Andrés Manuel López Obrador, são proteger o milho nativo e contribuir para a soberania alimentar do estado, onde este cereal é amplamente consumido e utilizado para preparar pratos típicos como tortilhas.

 

O governo mexicano quer proteger o milho indígena e pequenos agricultores

Em um relatório de 2017, a Comissão Nacional de Biodiversidade do México CONABIO explica que cerca de 2 milhões de agricultores mexicanos continuam a cultivar milho nativo “em todo o território em um reino diversificado de condições agroecológicas”, reiterando que preservar essa diversidade é “indispensável”.

A luta contra o milho GM – mas também contra o glifosato – empreendida pelo governo mexicano conta com o total apoio de pequenos agricultores, indígenas e ativistas ambientais. Na verdade, tanto as safras GM quanto o glifosato (um pesticida que será proibido no México em 20.214) têm sérias repercussões sobre os pequenos agricultores e populações indígenas do país, onde cerca de 60 variedades de milho (muito resistentes) e outras culturas são cultivadas, incluindo incluindo pimenta, abacate e amaranto.

A proteção do milho indígena sempre esteve no coração do presidente mexicano López Obrador, que já durante seu discurso de posse em 2018 reiterou como o milho era “sagrado” para o México.

A reação das multinacionais americanas

Embora a decisão de proibir o milho e o glifosato transgênicos tenha sido bem recebida pelas comunidades indígenas mexicanas, por outro lado, as grandes multinacionais americanas estão tremendo, já que os Estados Unidos são um dos maiores importadores desse alimento geneticamente modificado cultivado no México. Na verdade, nos Estados Unidos, mais de 80% do milho importado é OGM.

Os lobbies agrícolas dos EUA estão cada vez mais preocupados em tomar uma posição em relação aos alimentos GM. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em função da redução das lavouras geneticamente modificadas e do aumento das orgânicas, haverá forte redução da produção e aumento dos preços de diversos alimentos.

Poucos meses antes da aprovação do decreto contra o milho GM no México, o ex-representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, instou o país a mudar de ideia para não “minar a força das relações bilaterais” entre os dois estados; enquanto várias grandes multinacionais, incluindo Bayer-Monsanto e Sygenta, entraram com recursos para acabar com a proibição da semeadura de milho GM no país, deixando-as derrotadas.

O governo mexicano não está disposto a ceder às pressões de lobby.

Estamos empenhados em caminhar para um sistema agroalimentar justo, saudável, sustentável e competitivo – declarou o subsecretário da Agricultura, Victor Suárez – O decreto decorre da responsabilidade do governo de avançar para um novo paradigma no que diz respeito à forma como produzimos e consumir comida.

Em suma, multinacionais como a Bayer-Monsanto terão que colocar sua alma nisso. Pela primeira vez, Davi não consegue vencer Golias.

Fontes: Político / Governo mexicano / Demanda Colectiva Maíz

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Graduada em mídia, comunicação digital e jornalismo pela Universidade La Sapienza, ela colaborou com Le guide di Repubblica e com alguns jornais sicilianos. Para a revista Sicilia e Donna, ela tratou principalmente de cultura e entrevistas. Sempre apaixonada pelo mundo do bem-estar e da bio, desde 2020 escreve para a GreenMe.
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