Suíço no Brasil utiliza a agricultura para fazer reflorestamento e “plantar água”

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Faz 40 anos que Götsch veio para o Brasil e começou a reflorestar sua fazenda na Bahia, mas quem visita a área hoje pode ter a impressão de estar numa mata centenária.

Ele afirma que experimentos no laboratório o levaram à seguinte questão:

“Será que não seria mais inteligente se nos dedicássemos a melhorar as condições que damos às plantas, em vez de tentar adequá-las às condições cada vez piores que lhes oferecemos?

Enquanto várias práticas agropecuárias são apontadas como vilãs do clima, ele defende a adoção de sistemas agroflorestais, que combinam a produção de comida com a regeneração de florestas. O sistema busca otimizar o espaço: em vez de preencher um terreno com uma única espécie de determinada altura, produzem-se alimentos em vários estratos, com copas de árvores e plantas sobrepostas.

Götsch também “plantou água” em sua fazenda. Ele recuperou os riachos assoreados abrindo valas nos cursos originais e reflorestando o entorno. As raízes protegeram o solo da erosão e permitiram que a água da chuva voltasse a infiltrar, trazendo os riachos de volta à vida. Esse reflorestamento ainda aumentou em 70% a quantidade de chuvas na fazenda porque, ao transpirar, as árvores transferem água para a atmosfera, aumentando as nuvens. E, quanto mais nuvens, mais chuvas. Esse processo é chamado de evapotranspiração.

Segundo Götsch, o reflorestamento de sua propriedade fez com que chovesse mais em áreas que ficam a até 8 km a oeste da fazenda. A transformação que Götsch promoveu na fazenda chamou a atenção de governos, agricultores e empresas, que nas últimas décadas passaram a contratá-lo para consultorias.

O suíço também ensina que devemos tirar proveito das relações entre as espécies, pois a natureza desenvolveu ao longo de bilhões de anos interações para que a vida ali tivesse o máximo êxito. Como dizem, a natureza é sábia.

Para ele, ao contrário do que muitos pensam, as relações entre espécies em ambientes naturais não se baseiam na concorrência e na competição, mas sim no “amor incondicional e na cooperação”.

E, no sistema dele, todos os seres — quer sejam humanos, animais silvestres ou microorganismos — têm papéis igualmente importantes.

“Nós não somos a espécie inteligente, nós fazemos parte de um macrossistema inteligente”, diz. “Eu nunca fui roubado por uma planta, elas não mentem. A ética delas é perfeita, você pode confiar”, prossegue.

Os insetos, vírus e fungos que agricultores encaram como pragas, para Götsch são “amigos mensageiros”, pois sinalizam problemas e condições imperfeitas para a planta, ou mesmo se elas já finalizaram seu ciclo. Por isso, ele rejeita agrotóxicos.

Ele vai além:

“Enquanto não conseguirmos suprir as necessidades diárias do nosso metabolismo de um modo que seja benéfico para o ecossistema, como todas as outras espécies fazem, não vamos ter futuro”, afirma.

Ele diz ter iniciado conversas com o governo da Arábia Saudita para ajudar a trazer  ocupadas por desertos.

“Quando você para de sonhar, não vive mais”, diz Götsch.

 

Fonte:epocanegocios

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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