Nova polêmica sobre óleo de coco: ele seria o novo vilão do meio ambiente, pior que óleo de palma

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O óleo de coco parece não sair dos holofotes. Protagonista de polêmicas sobre seus verdadeiros benefícios para a saúde, agora o debate gira em torno da sustentabilidade da sua produção.

Quem é adepto de refeições saudáveis sabe que no universo fit não falta um ingrediente: o óleo de coco. A antiga polêmica era saber se ele faz mesmo tão bem assim à saúde, o quanto é propagado.

De acordo com a diretora do Instituto para a Prevenção do Câncer e Epidemiologia da Universidade de Freiburg e professora da Harvard TH Chan of Public Health, Karin Michels, o óleo de coco é puro veneno. Em uma aula, ela analisou que o produto é um erro nutricional.

A pesquisadora adverte que ele pode ser mais perigoso do que a banha de porco por conter ácidos graxos saturados, grandes inimigos das artérias coronárias. Todavia, nem todos os nutricionistas concordam com esse ponto de vista, por acreditarem que o óleo de coco consegue manter o colesterol sob controle.

Nova polêmica

Mas um novo estudo reacendeu o debate sobre possíveis danos do óleo de coco. Mas dessa vez, não para a saúde, e sim para o meio ambiente.

Um artigo publicado no início deste mês na “Current Biology” argumenta que a produção de coco representa uma ameaça à biodiversidade – incluindo vertebrados, artrópodes, moluscos e plantas – cinco vezes maior que o óleo de palma, como informa a Science Mag.

A polêmica da vez, que envolve o meio ambiente, baseia-se nos cerca de 12,3 milhões de hectares de terra usados ​​para o cultivo de coqueiros terem uma péssima reputação no quesito desmatamento. A título de comparação, o número de espécies ameaçadas pelo cultivo de sete culturas de óleo vegetal – de acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN – seria a seguinte:

  • o óleo de coco ameaça 20,3 espécies para cada 1 milhão de toneladas de óleo produzido;
  • o azeite e o óleo de palma ameaçam, respectivamente,  4,1 e 3,8 espécies;
  • e o óleo de girassol, 0,05.

Entretanto, o estudo passa por críticas e revisão, uma vez que o número de óleo de coco seria 18,3, e não 20,3. O co-autor da pesquisa, Jesse Abrams, da Universidade de Exeter, reconheceu um erro de cálculo e informou que a sua equipe está trabalhando na correção do dado.

De qualquer forma, 18,3 ainda é um número elevado. Considerando que o coco é cultivado em ilhas tropicais, em muitas delas há espécies endêmicas – daí a preocupação com o possível risco que elas correm.

Por outro lado, a pesquisadora sênior do Centro Agroflorestal Mundial, Meine van Noordwijk, defende que o estudo pode trazer uma imagem enganosa porque exclui os pequenos produtores de óleo de coco e, também, porque o coco é frequentemente plantado com outras culturas, dificultando saber o real impacto danoso da sua colheita para o meio ambiente.

Críticos do estudo afirmam que o óleo de palma ameaça cinco vezes mais espécies do que o óleo de coco, além de estar crescendo com muito mais velocidade.

Enfim, mais estudos são necessários sobre o óleo de coco tanto para saber o que ele provoca para a nossa saúde quanto para o meio ambiente.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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