Brasil plantará 1,7 bilhão de árvores para criar o maior corredor ecológico do mundo

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O maior projeto de reflorestamento da América do Sul será realizado aqui no Brasil, terá 2.600 km de extensão e cruzará 6 estados do país, ligando a Amazônia ao Cerrado.

Será o Corredor Ecológico do Araguaia, um ambicioso projeto de reflorestamento que cruzará seis estados do país, conectando a floresta amazônica ao cerrado por meio de uma artéria verde formada por 1,7 bilhão de árvores, com 2.600 quilômetros de comprimento e largura de 40 quilômetros. A meta é reflorestar e proteger 1 milhão de hectares de terras, hoje degradadas ou desmatadas, com espécies nativas.

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©Black Jaguar Foundation/Facebook

Será o maior corredor natural do mundo e um dos maiores projetos de reflorestamento da América do Sul. Por enquanto, a primeira fase do programa, desenvolvido pela Fundação Black Jaguar nas margens dos rios Araguaia e Tocantins, já foi concluída. Além de restaurar ecossistemas, o projeto contribuirá para a conservação da fauna e da flora e para a produção agroflorestal.

Corredor ecológico: desafios e oportunidades

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©Black Jaguar Foundation/Facebook

O Corredor Ecológico do Araguaia representa um grande desafio, pois se estenderá pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará e Maranhão, envolvendo 112 municípios e 23.997 propriedades rurais, sendo 96% privadas. Para isso foi necessário buscar acordos com os proprietários locais e conscientizar sobre a importância dessa obra e seus benefícios.

Muitas das áreas que pretendem ser restauradas foram gravemente afetadas pela expansão das atividades agrícolas. De fato, de acordo com o Estudo Capital Verde, das cerca de 24.000 propriedades, 13.148 das propriedades rurais localizadas no corredor apresentavam déficit ambiental. Apesar das resistências iniciais, tendo em vista que grande parte dessas propriedades precisa preservar e recuperar parte da superfície para atender ao Código Florestal, o projeto acabou sendo aceito.

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©Black Jaguar Foundation/Facebook

Segundo o estudo citado, em 50 anos a recuperação da vegetação pode capturar 262 milhões de toneladas de carbono, gerar US $ 2,7 bilhões em receita para os proprietários rurais e contribuir com 8% para a meta brasileira do acordo. Além disso, entre outras vantagens estão a geração de 38 mil empregos e a redução de 527 milhões de toneladas de erosão do solo.

Esses resultados não só nos dão esperança de um futuro mais verde, mas nos mostram que, com o desejo de mudar as coisas, ações como essa podem se materializar. Nós também podemos e devemos apoiar o compromisso de organizações como a Black Jaguar Foundation, que demonstram a importância de direcionar nossas ações para a proteção do meio ambiente.

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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