Veja como o aumento da temperatura vai afetar algumas cidades no mundo

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Uma pesquisa conduzida pelo Climate Central, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos, em parceria com a Universidade Princeton, também nos EUA, e o Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto do Clima, na Alemanha, mostra como o aumento de temperatura vai afetar as diferentes regiões do mundo.

Publicado na revista científica Environmental Research Letters, o trabalho diz que  as inundações podem ser “sem precedentes”, caso as mudanças climáticas não sejam colocadas em prática agora.

De acordo com o estudo, centenas de áreas costeiras, que abrigam atualmente mais de 1 bilhão de pessoas, estão sob risco.

Foto: CLIMATE CENTRAL via BBC

O cientista Benjamin Strauss, líder da Climate Central e autor principal do artigo, destaca que “os líderes mundiais têm a oportunidade de ajudar ou trair o futuro da humanidade com suas decisões atuais sobre as mudanças climáticas”.

“Nossa pesquisa, e as imagens criadas a partir dela, ilustram o que está por trás das negociações sobre o clima em Glasgow. Medidas robustas e imediatas para uma economia mundial limpa e segura para o clima podem ajudar bilhões de pessoas e preservar cidades e nações inteiras para o futuro. As escolhas de hoje definirão nosso caminho”, completou o especialista.

Já Anders Levermann, professor de dinâmicas de sistemas climáticos do Instituto Potsdam, na Alemanha, avalia que “o aumento do nível do mar é uma ameaça à nossa herança”.

“E não apenas às nossas heranças antigas, mas das cidades em que vivemos hoje. São esses locais nas quais as ações de agora deixam o mundo preparado para a próxima geração”, completou.

No cenário mais otimista, o aumento de 1,5 °C aconteceria se diminuíssemos aos poucos a emissão de gases do efeito estufa, até alcançarmos zero emissões em 2050.

E quanto maior o aumento de temperatura, maior o dano. Infelizmente, da forma que estamos caminhando agora, é provável que em algumas décadas a elevação seja de 3 °C ou superior, o que causará um dano em dobro se o aumento fosse de apenas 1,5°C.

Foto: CLIMATE CENTRAL via BBC

Para quem precisa visualizar, o Climate Central montou uma série de imagens, com o auxílio de programas de edição e fotos de satélites, que revelam como podem ficar cerca de 100 cidades costeiras de 39 países diferentes.

Os locais mais atingidos estão na Ásia: China, Índia, Indonésia e Vietnã.

Foto: CLIMATE CENTRAL via BBC

Efeitos no Brasil

O primeiro exemplo  é Salvador, capital da Bahia. O aumento de 1,5°C já faria o mar avançar sobre parte do centro e outros bairros da Cidade Baixa. Agora, caso a elevação da temperatura chegue a 3°C, toda a área onde fica o Mercado Modelo até a frente do Elevador Lacerda seria tomada pelas águas.

Foto: CLIMATE CENTRAL via BBC

Um cenário parecido pode ser observado no bairro de Casa Amarela, na região Norte de Recife. Com 1,5°C, é possível observar um possível aumento do nível do rio Capibaribe. Com 3°C, boa parte das ruas e das avenidas seriam tomadas.

A Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, também ficaria inacessível com a subida das águas no cenário mais pessimista (ou realista). E, mesmo na possibilidade otimista (de aumento de 1,5°C na temperatura), já é possível notar algumas modificações na configuração da capital gaúcha.

Com a subida de 1,5°C na temperatura, o Aqueduto da Carioca (os populares Arcos da Lapa) são pouco afetados. Agora, com o acréscimo de 3°C nos termômetros, já é possível observar algumas inundações na parte inferior do mapa.

E no mundo?

Em Havana, em Cuba, Dhaka, em Bangladesh e Lagos, capital da Nigéria, as projeções do Climate Central mostram um cenário drástico. O aumento de 3°C poderia submergir parcialmente ou totalmente edifícios e praças no coração das cidades.

Você pode conferir as 180 projeções e imagens (que incluem outros cenários brasileiros) no site oficial do projeto.

Foto: CLIMATE CENTRAL via BBC

Fonte: epoca

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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