Amazônia deixou de absorver carbono e virou fonte de emissões, segundo OMM

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O novo relatório da Organização Meteorológica Mundial é alarmante: relata que uma parte da Amazônia deixou de absorver o dióxido de carbono e passou e emiti-lo. Esse grau de concentração de CO2 só aconteceu entre três e cinco milhões de anos, segundo Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Essa agência internacional apresentou nesta segunda-feira seu boletim sobre a evolução dos três principais gases que contribuem para agravar o efeito estufa no planeta: o mencionado CO2, o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). A principal conclusão é que, apesar da interrupção mundial das atividades por causa da pandemia, a presença desses três compostos na atmosfera cresceu em 2020.

No caso do CO2, o gás preocupa mais do que os outros por ser o que mais tempo permanece na atmosfera o que temos em mais presença (cerca de metade das emissões por atividades humanas se acumula na atmosfera e aoutra metade fica retida em ralos naturais, principalmente as florestas e mares).

A Organização Meteorológica Mundial lançou uma séria advertência: estes ecossistemas podem perder eficácia no futuro devido aos fenômenos extremos vinculados à mudança climática ou ao aumento dos incêndios florestais. Isto poderia levar a maiores concentrações atmosféricas de dióxido de carbono e, portanto, do nível de aquecimento planetário.

Se o problema com os ralos terrestres e marítimos se acentuar com a perda de sua capacidade de absorção do dióxido de carbono, ficará ainda mais difícil cumprir as metas do Acordo de Paris.

Em 2020, a concentração do CO2 na atmosfera alcançou 413,2 partes por milhão (ppm). Isto significa 48,6% a mais que nos níveis pré-industriais. O Co2 é principal responsável pela crise climática.

Muitas nações, como EUA e países da União Europeia, anunciaram que até meados deste século alcançarão o status de zero emissão líquida, e a Rússia e a Arábia Saudita estabeleceram o prazo de 2060. Mas o problema é que, para conseguir cumprir essas metas em meados do século, são necessários planos de corte imediatos para esta década, sendo que não vemos isso acontecer em muitos países.

“Devemos cristalizar essas ambições em ações que operem mudanças no que diz respeito aos gases que impulsionam a mudança climática. Devemos transformar nossos sistemas industriais, energéticos e de transporte e todo o nosso estilo de vida”, afirmou Petteri Taalas, secretário-geral da OMM

Fonte: elpaís

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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