Brasil precisa reduzir a emissão de gases de efeito estufa pela metade até 2030

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Muitos especialistas estão céticos quanto à meta definida pelo Brasil na COP 26: O País informou a intenção de reduzir pela metade a emissão de gases do efeito estufa até 2030 e zerar a emissão de carbono na atmosfera em 2050.

Uma coisa é você falar; outra, agir. O que está acontecendo é uma certa desconfiança de todos nós que temos acompanhado tudo o que vem acontecendo em termos de meio ambiente no País”, afirmou Tercio Ambrizzi, que é professor titular do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP.

Na COP de 2019, em Madri, fomos considerados o “vilão” para a regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris, que trata da criação de um mercado internacional de carbono. Na ocasião, o país defendeu que os créditos vendidos não precisariam ser descontados da prestação de contas sobre o cumprimento das metas climáticas do país, e os outros países recusaram a proposta.

Nesse ano, o país fez concessões e definiu com outros 200 países a criação de um sistema internacional para o mercado de carbono. O Brasil também se comprometeu, ao lado de 100 países a reduzir em 30% a emissão de metano até 2030, pois somos um dos maiores poluidores de metano do mundo.

Para conseguirmos essa redução, serão necessárias ações de grande impacto, e, na falta de regulações internacionais, é preciso contar com a cooperação de empresas dispostas a compensar suas emissões.

A Vale, por exemplo, pretende investir US$ 6 bilhões para, até 2030, reduzir em 33% suas emissões de carbono classificadas nos escopos 1 e 2 do GHG Protocol. Em relação ao escopo 3, a empresa se comprometeu a reduzir 15% até 2035. Atualmente, 98% das emissões de CO2 da companhia são provenientes do escopo 3.

“Só para dar uma ideia do tamanho da questão, isso representa cerca de 90 milhões de toneladas de CO2. É o equivalente às emissões de um país como o Chile”, diz Hugo Barreto, diretor de Sustentabilidade e Investimento Social da Vale.

A Klabin anunciou, em 2020, uma agenda relacionada a questões ambientais, sociais e de governança – o tripé conhecido pela sigla em inglês ESG. Foram definidos 11 temas a serem trabalhados até 2030, como segurança operacional; promoção da diversidade; e proteção da biodiversidade, com projetos de recuperação de áreas degradadas.

“As empresas atentas estão enxergando esse movimento histórico, cultural e comportamental. Não quero ser utópico de falar que as empresas serão o grande centro para resolver problemas sociais, mas, hoje, há um processo de escuta diferente da sociedade civil”, afirma Cristiano Teixeira, diretor-geral da Klabin.

Fonte: msn

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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