Marinha voltar a atirar em Alcatrazes e provoca nota de repúdio do Instituto Educa Brasil

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A Marinha do Brasil vai retomar os exercícios de tiro no Arquipélago de Alcatrazes nesta semana, entre25 e 26/11. O Instituto Educa Brasil emitiu uma nota de repúdio à Marinha, com o pedido de suspensão da atividade.

Depois de muitos anos de exercícios de tiro no arquipélago, os protestos constantes de entidades ambientalistas haviam conseguido com que a atividade fosse suspensa em 2013. Agora, os turos voltarão ao Refúgio de Alcatrazes, considerado um dos principais santuários da biodiversidade marinha no Brasil.

O presidente Instituto Educa Brasil, Pedro Fernando do Rego e o diretor de Educação Ambiental, Eduardo Hipólito do Rego, citam em documento que os exercícios de tiro no Arquipélago, refúgio considerado o maior ninhal de fragatas do cone sul-americano:

“representam um retrocesso histórico e fazem ressurgir um movimento de repulsa de toda a sociedade, indignada com a tosca prática de treinamento bélico que, se de um lado aniquila ambientes extremamente vulneráveis e raros, de outro não satisfaz aos interesses da soberania nacional, razão de ser da discutível atividade”.

Eles deixam claro que o lugar não poderia ser um alvo.

“Esse santuário ecossistêmico de diversidade marinha/insular é local de alimento, reprodução, repouso e vida que carece de cuidado. Aí incluído o zelo que a Marinha do Brasil pode e deve exercitar”.

O documento afirma que atirar contra alvos fixos cheios de vida indefesa não melhora a estratégia militar.

“Manter o bombardeio contra uma Unidade de Conservação significa ignorar a ciência, a defesa do patrimônio, e a Constituição Federal de 1988”.

O documento encerra com o pedido de que os exercícios de tiro programados sejam suspensos, e que a parceria entre a sociedade e a Marinha do Brasil, de visíveis avanços nos últimos anos, não retroceda.

Alcatrazes é o maior sítio reprodutivo de aves marinhas da costa brasileira, com uma população que gira em torno de 10 mil aves. Além disso, por conta de sua diversidade de flora e fauna, conta com mais de 20 espécies endêmicas.

Fonte: radarlitoral

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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