Estudo afirma que a sexta extinção em massa já começou

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Um estudo da Universaidade do Havaí publicado pela Biological Reviews que “parece cada vez mais provável” que estejamos nos estágios iniciais de uma nova extinção em massa.

“Há uma montanha de dados se acumulando rapidamente, e não há mais espaço para ceticismo ou pergunta-se se isso realmente está acontecendo”, argumenta o estudo, citado pelo site de notícias Vice.

Uma extinção em massa ocorre quando cerca de 70% da vida animal e vegetal deixa de existir. Em outras palavras, é uma catástrofe mundial envolvendo a biodiversidade e o ecossistema. O estudo se concentra em animais invertebrados, especificamente moluscos. Considera que a União Internacional para a Conservação da Natureza dá atenção desproporcional aos vertebrados, como aves e mamíferos.

“A União Internacional para a Conservação da Natureza não avaliou nada além de uma minúscula fração de invertebrados, como insetos, caracóis, aranhas e crustáceos, que constituem 95% da diversidade animal”, disse Cowie à Vice.

O estudo indica que entre 7,5% a 13% das espécies desapareceram desde 1500, o que sugere que estamos caminhando para a extinção em massa. Se realmente caminhamos para a sexta extinção em massa, seria a primeira (que conhecemos) causada pela intervenção de uma espécie. Neste caso, humanos.

De fato, o efeito humano no meio ambiente é tão intenso que muitos cientistas acreditam que vivemos em uma nova época geológica: o Antropoceno. Essa era teria começado com os primeiros impactos do ser humano na geologia e nos ecossistemas da Terra. E isto data de quando desenvolvemos a agricultura, 12.000-15.000 anos atrás. Outros especialistas relacionam o Antropoceno com o espantoso aumento da taxa de crescimento humano e de consumo de recursos, após a Segunda Guerra Mundial.

Um bom exemplo de que a sexta extinção em massa se aproxima é o desaparecimento de abelhas e borboletas em todo o mundo. De acordo com o The Guardian, a população de abelhas na Europa e na América do Norte diminuiu mais de 30% no período de uma única geração.

O colapso da população de abelhas também afeta os seres humanos. Elas não são apenas responsáveis pelo mel, também polinizam plantações. Sem estes animais, menos alimentos são produzidos. Ao mesmo tempo, a National Geographic relata que mais de 450 espécies de borboletas no sudoeste dos Estados Unidos também estão desaparecendo. Assim como as abelhas, as borboletas são cruciais para polinizar muitas plantas e flores, afetando a cadeia alimentar e todo o ecossistema.

O principal culpado pelo declínio das abelhas e borboletas são os ambientes mais quentes, causados pelas mudanças climáticas. As temperaturas crescentes transformam o antigo lar dessas espécies em algo inóspito.

A biodiversidade está perdendo o equilíbrio que nos manteve vivos por milhares de anos, e o tempo para parar os prejuízos está se esgotando. Ou fazemos algo agora, ou será tarde demais.

Fonte: msn

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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