Níves recordes de desmatamento da Amazônia Brasileira. Quando vão parar?

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O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu níveis recordes para o mês de abril, quase dobrando a área de floresta removida em relação ao mesmo mês no ano passado, que era o recorde anterior para abril, mostraram dados preliminares do governo nesta sexta-feira, alarmando ativistas ambientais.

Abril é o terceiro recorde mensal deste ano, após janeiro e fevereiro também registrarem seus níveis mais altos.

Nos primeiros quatro meses de 2022 a destruição da Amazônia brasileira também bateu recorde, com 1.954 quilômetros quadrados, um aumento de 69% em relação ao mesmo período de 2021 –desmatando uma área mais que o dobro do tamanho da cidade de Nova York.

O desmatamento na Amazônia disparou desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo em 2019 e enfraqueceu a proteção ambiental. Bolsonaro argumenta que mais agricultura e mineração na Amazônia reduzirão a pobreza na região.

“As causas desse recorde tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro”, disse Marcio Astrini, chefe do grupo brasileiro Observatório do Clima, em comunicado.

“O ecocida-em-chefe do Brasil triunfou em transformar a Amazônia num território sem lei, e o desmatamento será o que os grileiros quiserem que seja. O próximo presidente terá uma dificuldade extrema de reverter esse quadro, porque o crime nunca esteve tão à vontade na região como agora”, acrescentou Astrini.

O Palácio do Planalto e o Ministério do Meio Ambiente não responderam imediatamente ao pedido de comentário.

Mesmo com o desmatamento já em alta, o Observatório do Clima disse que seus analistas ficaram surpresos com uma leitura tão alta em abril, que faz parte da estação chuvosa, quando a floresta fica com acesso mais difícil para os madereiros.

A preservação da Amazônia é vital para impedir mudanças climáticas catastróficas por causa da grande quantidade de dióxido de carbono que ela absorve.

Ane Alencar, diretora de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), disse prever que o desmatamento continue aumentando antes da eleição presidencial de outubro, como tem acontecido nos últimos três anos eleitorais no Brasil. Ainda assim, ela chamou o aumento do desmatamento no mês passado de “absurdo”.

“Parece que a derrubada de florestas se institucionalizou no país como algo comum, recordes atrás de recordes,” afirmou ela.

Fonte: isto é

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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