Estudo diz que a Energia Nuclear pode ser eficaz contra o aquecimento global

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Fazer com que a economia global se torne neutra em carbono (ou seja, deixe de aumentar a quantidade de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera) até 2050 é uma tarefa hercúlea. Mas ficaria consideravelmente mais fácil com uma nova rodada de investimentos em energia nuclear. Essa é a conclusão de um relatório recém-publicado pela IEA (Agência Internacional de Energia), uma organização intergovernamental que reúne especialistas de 31 países.

A meta da neutralidade de carbono (também chamada de net zero) até 2050 é um dos pilares do Acordo de Paris, hoje o principal documento que baliza as ações de todos os países para enfrentar o aquecimento global. A ideia é que, ao colocar essa proposta em prática, seja possível limitar o aumento da temperatura média da Terra a, no máximo, 1,5 grau Celsius acima do nível pré-Revolução Industrial.

As usinas nucleares não emitem CO2, e por isso podem ser uma peça essencial no caminho para a neutralidade de carbono. Segundo o estudo da IEA, o ideal para alcançar net zero seria praticamente dobrar geração de energia desse tipo: de 413 gigawatts, a capacidade global hoje, para 812 gigawatts em 2050.

Esse aumento em números absolutos não significaria um grande crescimento da proporção das usinas atômicas na matriz energética global, já que, no cenário recomendado pela IEA, outras energias renováveis (solar, eólica, hidrelétrica, biocombustíveis) corresponderiam a quase 90% do consumo mundial em 2050. Mesmo dobrando de tamanho, a nuclear continuaria respondendo pela menor fatia.

Mas, para investir em energia nuclear, será preciso enfrentar problemas regulatórios e agilizar o desenvolvimento de algumas tecnologias que ainda não são usadas em larga escala, dizem os autores do levantamento, liderados por Keisuke Sadamori, coordenador de Mercados e Segurança Energética da agência.

A IEA diz que as recomendações valem apenas para os países que continuam considerando as instalações nucleares como uma parte importante de suas fontes de energia já que, em algumas regiões do mundo, essa opção se tornou controversa demais por motivos ambientais e de segurança.

O relatório também prevê, seja qual for a região do planeta, investimentos maciços em energia solar e eólica.

De acordo com a agência, o crescimento da oferta de energia nuclear poderia acontecer principalmente em países como a China (hoje a nação que mais tem investido na área), os EUA, a França, a Índia e o Reino Unido.

Uma de suas grandes vantagens seria a de suprir um papel que hoje cabe a usinas termelétricas (que queimam carvão ou gás natural e emitem gases-estufa): o de dar estabilidade ao sistema energético.

Isso porque, embora o custo e a eficiência da energia eólica e solar estejam melhorando continuamente, elas ainda estão mais sujeitas a flutuações na geração por causa de variações nos ventos e na luz solar.

Outra aposta interessante, de acordo com o estudo, pode ser a construção dos chamados SMRs (“pequenos reatores modulares”, em inglês). Esse tipo de reator ajudaria a diminuir os custos de montagem e início das operações das usinas, porque ele é mais simples e fácil de fabricar. Também exigiria menor investimento em mão de obra e poderia funcionar de forma combinada, com vários SMRs na vizinhança.

Ainda possuímos alternativas para ajudar a parar o aquecimento global. Será que vamos conseguir?

Fonte: SuperInteressante

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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