Setembro não acabou mas já é o mês com mais queimadas na Amazônia em 12 anos

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

Mesmo antes de acabar, setembro já quebrou o recorde de mês com o maior número de queimadas na Amazônia desde 2010. Até ontem, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) computou 36.850 focos de incêndios no bioma. O número chama atenção porque o número de focos medidos cresceu de forma exponencial desde o início da segunda metade de agosto, levando o mês passado a ter o maior número de queimadas registrados durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o Inpe, mesmo antes de terminar o mês, os dados de setembro já superam o recorde de uma década de queimadas, de setembro de 2017, quando foram medidos 36.569 focos.

No caso da Amazônia, as queimadas são sempre ocasionadas pelo homem e fazem parte de um processo de limpeza da área. Ou seja: elas precedem o desmatamento como uma forma de destruir restos orgânicos e preparar o terreno para virar pastagem.

A informação bate com dados divulgados no mês passado. Entre agosto de 2021 e julho de 2022, foram derrubados 8.590,33 km² do bioma, área maior do que a da Grande São Paulo.

No dia último 4, a Amazônia viveu seu pior dia de queimadas desde 2007, quando foram registrados 3.393 focos de calor pelo Inpe. No primeiro semestre de 2020, a Amazônia já havia registrado uma alta de 17% nas queimadas.

Segundo os dados, desde 2011, quatro dos meses com mais incêndios na Amazônia foram no governo de Bolsonaro:

  1. Setembro de 2022* – 36.850
  2. Setembro de 2017 – 36.569
  3. Agosto de 2022 – 33.116
  4. Setembro de 2020 – 32.017
  5. Agosto de 2019 – 30.900

* Até o dia 25 apenas

Apesar de estarmos ainda no nono mês do ano, o número de queimadas de 2022 já supera o total de 2021: 82.872 neste ano contra 75.090 do ano passado.

Quando vemos o mapa do desmatamento, os municípios batem com os que têm queimadas. Ou seja, onde teve muito desmatamento em julho e agosto, é onde as áreas estão abertas e precisam ser ‘limpas’.

Alerta Mariana Napolitano, do WWF-Brasil

Por conta das queimadas, muitas cidades estão sofrendo com intensa fumaça nas últimas semanas, como o é o caso de Porto Velho, que enfrentou na semana passada um ar muito mais poluído do que a média.

Fonte: UOL

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest