Heroína: cobra Naja pica malfeitor, liberta 17 amigas e denuncia tráfico de animais

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A notícia virou assunto do momento e logo as redes sociais estavam inundadas de memes e a cobra naja virou heroína porque picou seu “malfeitor”, libertou suas outras colegas cobras e ainda levou os policiais a abrirem investigação sobre o crime de tráfico de animais, organização criminosa e maus-tratos.

Tudo começou na terça-feira passada, 07, quando o estudante de veterinária morador de Brasília, Pedro Henrique Krambeck, foi picado por uma cobra naja que ele mantinha em cativeiro ilegalmente.

Após ser picado, o estudante ligou para os pais e foi para um hospital particular de Brasília onde chegou a entrar em coma e foi necessário buscar o soro antiofídico no Instituto Butantã em São Paulo, que, por sorte, tinha o soro lá, apenas para prevenção dos funcionários, posto que, ainda que essa cobra não seja de origem brasileira, há algumas espécies no instituto e a salvação chegou de avião à 1000 km de distância.

Cobra solta

A partir daí, a polícia e o Ibama iniciaram uma investigação para encontrar a naja que picou o estudante e estava “à solta” por Brasília, afinal, não existe no Brasil, qualquer legislação que permita a entrada desse animal no país, é proibido, é ilegal, é crime.

Os policiais encontraram a cobra na rua, ao lado de um shopping, um dia depois do estudante ser picado, uma barbaridade sem tamanho, uma serpente extremamente venenosa, de origem asiática, cujo veneno é capaz de matar em menos de 24 horas, numa situação de alto risco à população.

Segundo a Polícia, o animal foi abandonado no local por um amigo do Pedro, o também estudante de medicina veterinária, Gabriel Ribeiro, que também foi o responsável por esconder mais 17 cobras (oriundas da África, Ásia e EUA), todas ilegais,  em uma chácara a 170 km de Brasília e outra na casa do próprio pai, todas foram encontradas pela polícia.

Heroína valiosa

Antes escondida, depois do feito, a naja deu o pontapé inicial para a polícia encontrar e libertar as cobras do cativeiro e abrir investigação para apurar a existência de uma rede de tráfico internacional de animais exóticos.

Segundo o delegado William Andrade, que investiga o caso, a suspeita é de que a naja que picou o estudante tenha nascido em cativeiro devido ao padrão de cor natural alterado.

“Mesmo um animal legalizado não pode reproduzir, só com licença. E o fato de que encontramos materiais de reprodução traz indícios de comércio ilegal desses animais.”

A polícia trabalha com a hipótese principal de uma organização criminosa que atuava nas redes sociais para traficar os animais que podem alcançar cifras bem altas, estima-se que a naja apreendida valha, no mercado negro, até R$ 20 mil.

O Ibama informou, em reportagem ao Fantástico, que em momento algum os estudantes ou seus familiares auxiliaram ou contribuíram com as investigações.

Manter animais exóticos é crime

Por enquanto, até que se confirme a prática de tráfico e comércio ilegal, os envolvidos irão responder por ingresso e manutenção de animais exóticos no país, manutenção de animais silvestres e nativos em cativeiro, maus-tratos e dificultar a ação dos investigadores.

As penas podem chegar a 18 anos de prisão.

Todos os animais estão sendo cuidados no zoológico de Brasília.

Parece que a “ação” da naja rendeu ainda mais frutos, também em Brasília, na sexta-feira, 10, a Polícia encontrou uma outra chácara que mantinha 3 tubarões num tanque em situação completamente ilegal.

É preciso que haja punição rigorosa, através de uma investigação séria e que sirva de exemplo a pessoas que ainda tentam lucrar às custas da vida de animais, exóticos ou não.

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
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