Efeito Naja continua: prisão prorrogada e novos investigados

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Já noticiamos aqui, mais de uma vez, as consequências das investigações iniciadas graças a cobra naja que picou o estudante de veterinária e suspeito, Pedro Henrique Lehmkul. As investigações são conduzidas pela Polícia Civil do DF em colaboração com o Ibama numa operação batizada de Snake.

Reforço, investigações nas redes sociais

Agora, segundo reportagem do Correio Brasiliense, a operação ganhou um reforço, e o Ministério Público Federal se juntou à operação através da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) e do Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos (Ncyber), e iniciaram procedimentos para auxiliar na apuração da existência de uma rede de tráfico de animais silvestres e exóticos em sites e redes sociais no Distrito Federal.

Prorrogação da prisão

Na quarta-feira passada, 22, a polícia civil prendeu o amigo de Pedro, Gabriel Ribeiro, suspeito de abandonar a naja próximo a um shopping após o incidente, além de ter escondido as demais serpentes num haras afastado na região de planaltina, em Brasília.

A prisão que havia sido decretada por 05 dias, de forma preventiva, foi prorrogada por mais 05 dias, para continuidade das investigações.

Além da prisão de Gabriel, segundo o Correio Brasiliense, uma testemunha ouvida pela polícia confirmou que Pedro comprava e vendia cobras exóticas desde 2019.

Funcionários do IBAMA envolvidos

Também noticiamos aqui que um funcionário púbico do Ibama, do setor de “triagem de animais silvestres”, o CETAS, era alvo de investigações.

Trata-se da servidora Adriana da Silva Mascarenhas, suspeita de conceder uma licença irregular a Gabriel Ribeiro, amigo de Pedro, em 12 de fevereiro de 2019, autorizando a entrega de uma cobra jiboia-arco-íris, nativa do Brasil. 

O que chamou a atenção dos policiais no documento, é que embora Gabriel tenha recebido autorização para retirar uma cobra do CETAS, ele não apresentou e nem tem autorização para criar cobras.

O Ibama afirmou que esse tipo de autorização é um documento altamente específico, e segue recomendações técnicas, como licenças para o transporte de animais silvestres que necessitam de atendimento veterinário externo, deslocamento entre unidades do Ibama e para a destinação, soltura no ambiente natural ou para um cativeiro legalmente admitido, locais aptos a receberem animais, nunca, jamais, para uma pessoa física comum.

O Ibama afirma, inclusive, que é proibida a entrega de animais pelo CETAS fora dessas condições e considerou que a servidora violou gravemente a legislação, demonstrando intenção de conceder um documento “infringindo a norma legal”.

O Ibama pediu o afastamento da servidora e na quinta-feira, 23, a Justiça Federal da 1ª Região acatou o pedido para afastar Adriana sob a suspeita de conceder, ilegalmente, licenças para o transporte de animais.

Outros funcionários do CETAS também são alvos de investigação, mas seus nomes não foram divulgados.

Formação de quadrilha

A polícia trabalha com a hipótese, sob fortes indícios, de uma quadrilha formada pelos estudantes de medicina, familiares deles e servidores públicos num esquema de tráfico internacional de animais exóticos e silvestres.

O suposto esquema teria suporte da mãe de Pedro, a advogada Rose Meire Candido dos Santos e do padrasto, o tenente-coronel da PMDF Clóvis Eduardo Condi, além de amigos de Pedro, todos estudantes de veterinária, da Faculdade de Brasília do campus de Gama, como Gabriel, que já está preso e Nelson Junior Soares Vasconcelos, além de servidores públicos do Ibama.

É sempre bom lembrar que essa rede só existe porque é sustentada por pessoas interessadas na compra e aquisição de animais exóticos e silvestres, de forma totalmente ilegal.

Não fomente o comércio de animais

É importante divulgar esses fatos também como forma de conscientização daqueles que fomentam esse tipo de comércio.

Continuamos de olho.

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
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