Naja viaja para o Butantã e envolvidos são indiciados por tráfico

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Na tarde de quarta-feira, 13, a cobra naja, que conseguiu iniciar uma investigação contra seu malfeitor e demais envolvidos, para apuração de crime de tráfico de animais, finalmente vai poder descansar em segurança.

A naja, considerada uma das cobras mais venenosas do mundo, juntamente com mais seis serpentes exóticas, dentre elas a víbora-verde-de-voguel, para cujo veneno não existe antídoto no Brasil e mais 5 da espécie corn snake ou cobra milho, foram encaminhadas para o instituto Butantã, em São Paulo, local mais adequado para acomodar essas espécies não nativas.

Quantos aos envolvidos, após investigação da Polícia Civil do DF que suspeitava de um esquema de tráfico de animais com prováveis ramificações internacionais, resultou no indiciamento de 11 pessoas, dentre elas o estudante picado, sua mãe, padrasto, amigos, professora e funcionários do Ibama.

Conclusão do Inquérito: todo mundo sabia

O inquérito foi concluído e o delegado relatou que Pedro iniciou um esquema de tráfico de animais, em 2017, ocasião em que passou a comprar ilegalmente serpentes e com a reprodução em cativeiro, venda ilegal dos filhotes. A polícia descobriu que cada filhote era vendido por um valor de R$ 500 reais.

A partir daí, o negócio cresceu e foi necessário envolver mais pessoas, e para Pedro foi como unir o útil ao agradável, devido ao curso de medicina veterinária, foi mais fácil encontrar nos amigos, aliados para o esquema, iniciando uma rede de tráfico, dentro da própria Universidade.

O delegado do caso, Willian Ricardo, disse que ficou impressionado com a banalidade que o caso vinha sendo tratado. Ele afirmou que

“Todo mundo sabia. Colegas, professores. Era algo totalmente banal”.

Como cada envolvido foi indiciado

Segundo reportagem do G1, Pedro Henrique Krambeck, sua mãe Rose Lehmkuhl e seu padrasto, Eduardo Condi, foram denunciados por tráfico de animais, associação criminosa e maus-tratos. Pedro foi denunciado também por exercício ilegal da medicina veterinária e Rose e Eduardo acumularam a acusação de fraude processual e corrupção de menores.

O amigo de Pedro, Gabriel Ribeiro, que chegou a ser preso acusado de levar as cobras para um haras fora de Brasília e abandonar a naja em via pública próxima a um shopping, foi indiciado por posse e guarda ilegal de animais, maus-tratos, fraude processual e associação criminosa.

Outros 6 estudantes, todos amigos de Pedro e Gabriel que participaram de conversas de WhatsApp e demonstraram ter total conhecimento dos fatos, foram indiciados por fraude processual e posse ilegal de animais exóticos.

a professora Fabiana Volkweis, que também foi apontada em conversas pelo WhatsApp foi denunciada por fraude processual, porque teria orientado os estudantes a soltar as serpentes no mato, mesmo as venenosas, mesmos as não nativas, comprovando que tinha total conhecimento dos fatos.

A suposta participação dos funcionários do Ibama no caso está sendo apurada pela Polícia Federal, porque sendo servidores da União, a competência é federal, e ainda não há conclusão das investigações.

Agora o inquérito será encaminhado ao Ministério Público que poderá pedir novas investigações ou diligências, se entender necessário ou, se não concordar com o relatório policial, pode deixar de denunciar os envolvidos ou, concordando, denunciá-los e, em todos os casos, um juiz deverá decidir sobre os pedidos recebendo ou não a denúncia, iniciando um processo criminal, se for o caso.

Continuamos de olho.

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
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