Lágrimas de crocodilo existem e são bem parecidas com as dos humanos, diz estudo

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

“Eu vou chorar, lágrimas de crocodilo…” Essa frase faz parte do refrão de uma música da década de 80 e trata-se de um ditado popular que indica choro falso. No entanto, assim como nós humanos, os crocodilos também têm lágrimas e elas são muito semelhantes às nossas. Um estudo analisou não só as lágrimas dos crocodilos, mas também as dos pássaros e outros répteis para fazer algumas comparações.

As lágrimas de pássaros e pássaros não são diferentes das nossas, como informa o Technology Networks. Do ponto de vista científico, essa descoberta pode ajudar a desenvolver melhores tratamentos oftálmicos tanto para os humanos quanto para os animais, bem como entender as evoluções dos processos de evolução e adaptação.

A primeira autora do estudo, publicado na Frontier in Veterinary Science é a Professora Arianne P. Oriá, da Universidade Federal da Bahia. Ela explica que, embora os pássaros e os répteis tenham estruturas diferentes, os eletrólitos presentes nas lágrimas são semelhantes às do homem. Contudo, as estruturas cristalinas se organizam de maneiras diferentes para garantir a saúde dos olhos e o equilíbrio entre os diversos ambientes.

Até então, os pesquisadores haviam estudado apenas as lágrimas de alguns mamíferos como humanos, cães, cavalos, macacos e camelos. Agora, répteis e pássaros entraram para a lista dos pesquisadores para eles terem uma visão mais completa de como as lágrimas funcionam.

As amostras das lágrimas foram colhidas de animais de estimação ou de conservação como araras, corujas, tartarugas, jacarés e tartarugas-marinhas, além de uma espécie de papagaio. Como parte do procedimento para garantir a saúde desses animais, essas lágrimas foram coletadas e comparadas com as lágrimas de 10 humanos saudáveis.

Na comparação, os pesquisadores descobriram que todas as lágrimas continham eletrólitos como o sódio e o cloreto. Entretanto, as lágrimas dos pássaros e dos répteis possuem concentrações ligeiramente maiores desses eletrólitos. Além disso, as lágrimas das corujas e das tartarugas-marinhas possuem níveis elevados de ureia e de proteína.

Os pesquisadores examinaram também os cristais que se formam depois que a lágrima seca e então eles descobriram algumas diferenças. Dentre elas, a de que os cristais lacrimais das tartarugas marinhas e dos jacarés são diferentes dos outros, o que os levam a crer que trata-se de uma adaptação aos ambientes aquáticos.

Contudo, esse estudo foi realizado apenas com animais de cativeiro e os autores pretendem continuar as pesquisas para expandir a compreensão dos tipos de lágrima, bem como indicar melhores tratamentos tanto para os animais quanto para humanos.

Répteis como os crocodilos podem não chorar tanto quanto nós, mas seus olhos também precisam de lubrificação para manter a visão saudável, assim como os pássaros e demais espécies.

Talvez te interesse ler também:

O quanto você sabe sobre suas lágrimas? Descubra com este quiz

Cebola: como descascá-la sem chorar

Colírio natural, chás e alimentos para ter olhos saudáveis

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest