Ficar perto de golfinhos pode ser mais perigoso do que você imagina

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Golfinhos são animais selvagens e, embora extremamente sociáveis, devem ser tratados como tais. Portanto, mesmo que sejam lindos, fofos e o nosso instinto seja o de chegar perto, a verdade é que eles não devem ser perturbados por nenhum motivo, muito menos tocados.

O alarme foi dado por especialistas em cetáceos, acompanhando o que se passa ao longo da costa da Galícia, na Espanha, onde esses animais marinhos são frequentemente abordados. E não são casos isolados, já que muitas vezes testemunhamos acontecimentos semelhantes em todo o mundo.

Já há alguns anos, na costa da Galícia, o golfinho nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus ) tem nadado perto de mergulhadores e nadadores e feito contato com marinheiros. O animal, que estranhamente não está em um grupo, acostumou-se à presença do homem e está se aproximando assiduamente.

Um pescador chegou a criar um vínculo estreito com o mamífero, e toca nele sem problemas. Mas, segundo Alfredo López, do Centro de Estudos de Mamíferos Marinhos (CEMMA) e investigador da Universidade de Aveiro, isso está profundamente errado e apela para que as pessoas mantenham distância dos golfinhos porque “os riscos são grandes”.

 “Um golfinho não é um animal de estimação, nem uma orca, nem uma baleia”, diz López.

Por isso, a proximidade do boto apelidado de Manolinho colocou em alerta o setor marítimo e também o dos biólogos.

“Este golfinho faz o que quer com as pessoas, já está em fase de dominação porque percebe que pode atrair a atenção de centenas de pessoas na praia e nos portos, o que lhe confere um poder enorme”, afirma o biólogo.

“As pessoas podem machucar sua pele porque ele é muito delicado ou fazer com que ele se afaste do resto de sua matilha, condenando-o a ficar sozinho. Ele pode dar saltos de vários metros e, por pesar centenas de quilos, pode cair sobre alguém. Além disso, se ele ficar com raiva, ele pode prendê-lo. Por isso os riscos de interagir com ele são grandes ”, avisa.

De acordo com os pesquisadores, Manolinho é um jovem golfinho caçado da matilha e que apresenta marcas de mordidas no corpo. “Se esses animais se sentem incomodados em sua zona de segurança, podem ser violentos”, continua López.

Manolinho estabeleceu que o porto de Portosín é seu refúgio e isso é preocupante para o biólogo, que afirma: “esta área deve ser protegida da passagem de nadadores ou canoas para evitar que o golfinho se assuste”. A principal recomendação dos biólogos é nunca incomodar os animais marinhos e desfrutar de sua presença de longe. Não devemos interagir com eles, porque são animais selvagens.

A história nos lembra cenas tristes de agressão devido justamente à imprudência do ser humano e não à natureza dos animais.

Como o que aconteceu no sul e no norte da Espanha, onde dois barcos foram abalroados por baleias assassinas e um tripulante ficou machucado com o impacto.

Os cientistas disseram que ficaram perplexos porque nunca tinha acontecido um incidente assim.

Fonte: Niusdiario.es/ Ernesto Ferreiro Nuñez / Galicia Confidencial

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Jornalista profissional, possui graduação em Ciência Política e máster em Comunicação Política. Se preocupa especialmente com temas sociais e direitos dos animais.
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