Dia das tartarugas marinhas, que estão sendo sufocadas pelo plástico: podemos ajudá-las (e salvá-las)

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Em um mundo já submerso pelo plástico, a pandemia de Covid não fez nada além de piorar a situação já grave: máscaras, luvas e outros dispositivos médicos se tornaram o lixo mais comum no mundo e seu impacto sobre o meio ambiente é enorme.

Em 2019, o mundo produziu globalmente cerca de 368 toneladas de plástico – algo insustentável para nosso ecossistema. Mesmo que nos dois anos seguintes a União Europeia tenha diminuído ligeiramente (e constantemente) a produção de plástico, os números ainda são muito elevados – sem falar na dificuldade decorrente dos processos de eliminação deste material, do qual é feito 40% das embalagens. Além de reduzir a produção de resíduos de plástico, a UE lançou recentemente o imposto sobre o plástico e proibiu o plástico de uso único.

Infelizmente, os efeitos do Coronavírus começam a ser sentidos também do ponto de vista ambiental: 7 bilhões de máscaras descartáveis ​​são jogadas fora todos os dias no mundo (900 milhões só na União Europeia). As máscaras são feitas de fibras plásticas e estão potencialmente infectadas, portanto não podem ser recicladas. Muitos deles estão dispersos no ambiente, transformando-se em armadilhas para animais que muitas vezes são sufocados pelos elásticos ou que ficam presos neles sem conseguir se libertar. São inúmeras as espécies animais envolvidas na emergência: já foram observados peixes, tartarugas, mamíferos marinhos e aves que os ingeriram inteiros ou foram vítimas de elásticos. Além disso, a máscara, após algumas semanas de permanência no ambiente, se fragmenta em microfibras, que podem acumular e liberar produtos químicos tóxicos e microorganismos patogênicos. O que se mostrou necessário para salvaguardar nossa saúde tem um alto preço para o meio ambiente.

Hoje é o Dia Internacional das Tartarugas Marinhas. A tartaruga marinha é uma das espécies com maior risco de ingestão e aprisionamento devido aos resíduos plásticos dispersos no mar: apenas nos últimos seis meses das 230 tartarugas marinhas que foram encontradas em dificuldade e levadas para os centros de recuperação WWF na Itália, cerca de 30, lançavam plástico nas banheiras ou, pelo menos, tinham resíduos de plástico no estômago ou intestino, o que causava consequências mais ou menos graves para a saúde.

O WWF elaborou um relatório que analisa como a pandemia agravou a situação dos resíduos e da poluição num período de dois anos – o de 2020/2021 – que deveria ter marcado a viragem na luta contra os resíduos plásticos na natureza e que ao invés viu generalizada a emergência de resíduos da Covid. AQUI você pode ler.

Como ajudar tartarugas marinhas

Além de incentivarmos projetos de proteção das tartarugas, como o Projeto Tamar, podemos também fazer a nossa parte e jogar o lixo no seu devido lugar. Além disso, nunca devemos jogar lixo na praia ou na rua, porque podem ir parar no mar.

O que fazer se você encontrar tartarugas em apuros?

Não persiga o animal, apenas observe-o de uma distância segura. Se perceber que tem sinais de sofrimento, por exemplo se não mergulhar e ficar parado por muito tempo, se sangrar muito ou tiver pedaços de rede ou linhas ao redor do corpo, entre imediatamente em contato com as autoridades locais ou com uma das unidades do Projeto Tamar.

E vamos lembrar de tentar eliminar o plástico de nossas vidas e das vidas de todos os animais.

Fonte: WWF/Projeto Tamar

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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