Após os terríveis incêndios, os coalas enfrentam a extinção devido a uma doença que os torna estéreis

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A clamídia está se espalhando cada vez mais rapidamente entre os coalas, tornando-os cegos e estéreis e até mesmo levando à morte. E se a vacina experimental não se mostrar eficaz, corre-se o risco de um massacre sem precedentes

A doença já se espalhou como um incêndio, afetando mais de 80% da população que vive em uma área rural do leste do país, alertando estudiosos que já falam de possíveis “extinções localizadas”.

Clamídia, a “doença silenciosa” que ameaça a sobrevivência dos coalas

Mas o que exatamente é isso? A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia Trachomatis. Afeta cerca de 100 milhões de pessoas a cada ano e pode levar à infertilidade se não for tratada adequadamente. Já nos coalas, causa cegueira e cistos muito dolorosos no sistema reprodutor, que podem causar esterilidade ou até a morte.

A clamídia geralmente é tratada com antibióticos, mas o problema é que eles podem destruir a delicada flora intestinal dos coalas e, muitas vezes, esses marsupiais morrem como resultado do tratamento.

 Até 13 anos atrás, os casos de coala de clamídia eram muito menos: cerca de 10% da população de coala que vive em Gunnedah, uma cidade rural em New South Wales, sofria disso. A incidência de casos subiu para 60%, mas agora é perto de 85%.

Para evitar uma verdadeira matança de coalas, os cientistas agora estão experimentando vacinas para protegê-los da calmídia.

“Se a estratégia de vacinação não funcionar, corremos um risco muito alto de extinções localizadas”, disse Mark Krockenberger, professor de patologia veterinária da Universidade de Sydney.

O papel das mudanças climáticas na disseminação da doença

O território australiano está cada vez mais vulnerável devido a uma combinação de fatores: incêndios florestais, secas e ondas de calor recordes, consequências da crise climática. Tudo isso torna os coalas e outras espécies australianas icônicas mais suscetíveis a doenças.

Na verdade, de acordo com a Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO), quando os marsupiais são submetidos a condições ambientais excepcionalmente estressantes – incluindo calor, seca, perda de habitat e fragmentação – a clamídia se espalha mais rapidamente.

A Austrália perdeu cerca de 30% de seus coalas apenas nos últimos três anos. A IUCN – que incluiu esses marsupiais entre as espécies em risco de extinção em toda a Austrália, permaneceria com 100.000 espécimes, mas de acordo com a Australian Koala Foundation aqueles que sobreviveram seriam bem menos: cerca de 58.000.

Fonte: CNN / Australian Koala Foundation

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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