Comunidade isolada do Amazonas tem acesso à energia graças a painéis solares

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Santa Helena do Inglês é um dos 19 vilarejos espalhados pela Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, uma grande área protegida que se estende por 103 mil hectares. Para se chegar até lá, só em uma viagem de barco de algumas horas passando por ilhas fluviais e trechos submersos de floresta.

Durante anos, a comunidade sofria com a constante falta de eletricidade e blecautes, Mas, em junho de 2021 o vilarejo recebeu 132 painéis solares, 54 baterias de lítio e nove inversores híbridos, instalados como parte de um novo projeto com o objetivo de levar energia limpa e confiável à comunidade.

A energia solar também alimenta um freezer instalado na mercearia de Pedro Vidal de Mendonça, a poucos metros da margem do Rio Negro, a cerca de 60 quilômetros de Manaus, capital do estado. Mendonça guarda peixes recém pescados nesse freezer, congelando os suprimentos até que futuros compradores cheguem na vila de barco a motor

Santa Helena do Inglês, vilarejo à margem do Rio Negro, no Amazonas... - Veja mais em https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/noticias-da-floresta/2022/02/01/paineis-solares-levam-luz-e-oportunidades-a-comunidade-remota-no-amazonas.htm?cmpid=copiaecola

@Rodolfo Pongelupe/Fundação Amazônia Sustentável

Mas as coisas nem sempre foram tão simples em Santa Helena do Inglês, vilarejo ribeirinho que abriga cerca de 130 pessoas. Até alguns meses atrás, a energia muitas vezes era interrompida sem aviso.

“Já ficamos 12 dias sem eletricidade aqui”, diz Mendonça, acrescentando que o blecaute ocorreu depois que uma árvore caiu sobre uma linha de transmissão no meio da floresta. Ele se lembra de rezar para que seu estique de gelo não acabasse, ou perderia dinheiro e produtos.

A energia solar mudou a vida da comunidade para melhor.

Mas apesar do Brasil ser um dos países mais ensolarados do mundo, a energia solar responde apenas por 2% da matriz energética do país, de acordo com dados do governo. A Amazônia, banhada por luz solar intensa durante a maior parte do ano, é vista pelos especialistas como um campo especialmente promissor para a produção de energia solar. A região também tem muito a ganhar: pesquisadores estimam que quase 1 milhão de pessoas na Amazônia brasileira ainda estejam fora da rede elétrica, dependendo de geradores ou vivendo no escuro.

No passado a energia solar se tornou inacessível devido aos custos, mas agora a queda está tornando seu uso mais comum, mostram dados da mostram dados da Associação Brasileira de Energia Solar. Em alguns casos, ela pode oferecer economias em relação à dispendiosa logística de levar eletricidade convencional a partes distantes da Amazônia.

“Nossa visão é gerar prosperidade e oportunidades econômicas, enquanto a floresta é mantida em pé”, contou  Virgílio Viana, superintendente da organização sem fins lucrativos Fundação pela Sustentabilidade da Amazônia (FAS), que financia o projeto em parceria com a fabricante brasileira de baterias de lítio Unicoba.

 

Fonte: uol 

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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