Vendedor de frutas utiliza ecobarreira caseira e retira 10 toneladas de lixo do rio

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No Paraná, há alguns anos, o vendedor de frutas Diego Saldanha percebeu que o rio onde tinha aprendido a nadar estava morrendo devido ao descarte de lixo. Ele constantemente via garrafas e até sofás correndo pelas águas que passam por trás da casa dele, em Colombo. Foi então quando o comerciante se tornou um ativista ambiental e criou uma ecobarreira flutuante, formada por galões plásticos.

O mecanismo já ajudou a retirar mais de dez toneladas de resíduos das águas. Diego disse que começou a sentir necessidade de se movimentar para ajudar a natureza em 2016, quando iniciou o projeto de limpeza do rio Atuba sozinho, um rio que faz parte da sua infância.

“Em meados dos anos 1990, o rio era minha diversão na infância. Lembro que passava as tardes nadando e pescando. Não pude ficar parado vendo aquele patrimônio ser agredido diariamente”, disse

Depois de pesquisar materiais que poderiam ajudar na contenção do lixo, chegou à conclusão de que seria muito caro para a sua realidade financeira. Foi aí que teve a ideia de adaptar um equipamento e criar uma ecobarreira caseira. Ele investiu R$ 1.000 para dar início à operação. Atualmente, o equipamento tem 12 metros de comprimento e 12 blocos feitos com cano PVC e metal.

“As barreiras passaram por algumas atualizações durante esse tempo. A primeira que fiz foi com galões de 50 litros envolvidos por redes e estendidos no rio. Funcionava bem para segurar muito lixo flutuante, mas senti a necessidade de melhorar.

Ela agora é feita com canos de PVC e uma estrutura metálica para barrar lixos menores, como bitucas de cigarro, sacolas e copos plásticos. Tudo que desce flutuando pelo rio é parado pela barreira e depois recolhido por ele.

“Faça chuva ou faça sol, três vezes por semana eu faço a limpeza. Percebi uma melhora na comunidade. Nunca mais o rio encheu e invadiu as casas e também percebi a presença de peixes e aves que não se via mais por aqui”, continuou o ativista..

O material, após ser retirado, é separado e os recicláveis seguem para a venda. O dinheiro é usado para ajudar nas ações e projetos ambientais.

Após divulgar seu trabalho nas redes sociais, o ativista conseguiu algumas parcerias, que o ajudam a recolher ainda mais lixo.

Quero que as pessoas se conscientizem. Hoje, eu realizo palestras onde falo sobre a importância de cuidar do meio ambiente mesmo que com pequenos gestos. Recebo turmas escolares e também visito colégios [ação suspensa com a pandemia] para ajudar na educação ambiental dessas crianças”, ressaltou.

Diego é mais uma prova de que todos podemos fazer algo pelo meio ambiente. É possível colaborar até nas atitudes mais simples: basta não jogar lixo no chão, recolher seu lixo na praia e outras atitudes que não requerem dinheiro, só boa educação e conscientização.

Fonte: uol 

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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