Repúdio à fala de Bolsonaro “Cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós”

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As falas e ações desrespeitosas do presidente Jair Bolsonaro e de seu governo aos povos indígenas brasileiros parecem que não terão realmente fim – até que elas tenham uma consequência jurídica, como deveria haver pela Constituição federal.

Desta vez, Bolsonaro falou, em um vídeo sobre a criação do Conselho da Amazônia, que:

O índio mudou, tá evolCada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós. Então, vamos fazer com que o índio se integre à sociedade e seja realmente dono da sua terra indígena, isso é o que a gente quer aqui”.

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Racismo é crime, basta!!!

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A declaração de Bolsonaro de que “o índio é um ser humano igual a nós” vai claramente contra o inciso IV do Art. 3º da Constituição, que estabelece que:

Art. 3º. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

A atitude discriminatória contida na fala do presidente do Brasil já repercutiu nas redes sociais. Lideranças políticas e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) vão entrar na Justiça contra Bolsonaro por crime de racismo, uma vez que os indígenas são tratados como não humanos – discurso que desde o início da colonização europeia em solo americano ocorre e achávamos que já havia sido superado.

O deputado federal Túlio Gadelha (PDT) manifestou-se dizendo que fará uma representação contra Bolsonaro:

A liderança indígena Sônia Guajajara, coordenadora da Abip, declarou que os indígenas exigem respeito:

Semanalmente, Bolsonaro faz transmissões ao vivo pelas suas redes sociais. Nesta semana, ele falou sobre como através do Conselho da Amazônia os indígenas serão integrados à sociedade.

De acordo com o G1, o governo criará não apenas o Conselho como, também, a Força Nacional Ambiental, que ficará sob a coordenação do vice-presidente Hamilton Mourão, responsável por organizar as ações entre os ministérios para “proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia”.

Depois dessa declaração desrespeitosa, é difícil convencer a sociedade de que o Conselho da Amazônia buscará o desenvolvimento da região levando em consideração a sustentabilidade e os povos indígenas.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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