Índigenas ainda lutam pelo direito de viver no Brasil

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

Este 7 de setembro também foi marcado por manifestações indígenas em Brasília, pedindo direitos sobre suas terras. Além disso, após 521 anos de colonização, as mulheres indígenas ainda é um dos grupos mais afetados pela desigualdade socioeconômica no Brasil. Mas mesmo tão vulneráveis, elas seguem na linha de frente pelos direitos indígenas no país.

Um relatório publicado pela ONU mostra que as mulheres indígenas do mundo têm mais chance de serem estupradas do que as não-indígenas. Entre 2007 e 2017, 8.221 casos de violências contra as mulheres indígenas foram registrados no país, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

O direito à terra sempre foi a principal reivindicação histórica das mulheres indígenas. Por isso, a votação em trânsito sobre o marco temporal tem as mobilizado fortemente nas ruas de Brasília . Caso a proposta seja aprovado, afetará 303 territórios indígenas que estão em processo de demarcação.

Um relatório publicado, em 2010, pela Organização das Nações Unidas mostra que as mulheres indígenas do mundo têm mais chance de serem estupradas do que as não-indígenas. Entre 2007 e 2017, 8.221 casos de violências contra as mulheres indígenas foram registrados  no país, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Para Maia Aguilera, advogada e indígena Itonama (Amazônia boliviana), a nossa constituição se deu a partir da exploração de terras indígenas e do estupro colonial. A violência de gênero também passa pela violência contra os povos originários da América do Sul e pela violência contra as mulheres em geral.

Isso faz com que existam situações como as que vimos recentemente, em que Raissa Guarani Kaiowáa, de 11 anos, sofreu um estupro coletivo e foi assassinada no Mato Grosso do Sul no Dia 9 de Agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas. Ou de Daiane Griá Sales, jovem indígena kaingang, de 14 anos, que foi encontrada morta”, diz.

Nos últimos anos, a chegada e o consumo de álcool e drogas facilitam as agressões físicas. Luana Kumaruara, antropóloga indígena, complementa:

“Com a chegada destas substâncias, os nossos homens começam praticar com mais recorrência violência física as nossas mulheres indígenas. A Lei Maria da Penha não contempla gente… Sofri na adolêscencia violência sexual dos patrões quando fui trabalhar na cidade. Eu morava com eles e eles eram muito confiante que eu não iria denunciar”

Contra a violência de gênero e a excploração das terras indígenas, entre os dias  7 a 11 de setembro ocorrerá a II Marcha das Mulheres Indígenas, com o tema: “Mulheres originárias: Reflorestando mentes para a cura da Terra“. Elas participam do Acampamento Terra Livre (ATL), que ocorre todos os anos em Brasília.

Espera-se que esta seja a  maior mobilização dos povos indígenas desde a Constituinte de 1988, justamente para barrar projetos inconstitucionais e que legitimam a pilhagem como o Marco Temporal, que está sendo julgado pelo STF, e o PL 490/07.

Fonte: ig

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest