Índios Pataxós ilhados não receberam apoio do governo após enchente na Bahia

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Várias aldeias de índios Pataxós ficou ilhada na Bahia após as chuvas que atingiram o sul da Bahia no fim de semana e no início dessa semana, e o governo federal não tem oferecido nenhum tipo de ajuda às comunidades indígenas atingidas.

A afirmação é de Emerson Pataxó, liderança jovem do povo Pataxó na região, em entrevista ao UOL News hoje (14).

“Se tem um governo que não ajuda indígena, é esse governo. Nós, que estamos na linha de frente ajudando essas comunidades, não temos visto apoio do governo federal. Temos comunidades que têm como único meio de acesso uma ponte, que foi quebrada”, afirmou.

O único acesso era por meio de uma ponte de madeira, que foi derrubada pela tempestade e ilhou 14 aldeias, entre ela a Boca da Mata, onde vive o maior número de idosos pataxós. A ponte rompeu há cinco dias, isolando por completo uma comunidade que sobrevive da venda e escambo de artesanato.

A população já vivia de forma precária, e agora piorou. Para tentar reverter a situação, a juventude Pataxó se mobilizou para tentar encontrar um meio de chegar até o local por via aérea.

De acordo com Emerson Pataxó, 3 mil indígenas estão isolados no território Barra Velha.

“A vulnerabilidade social nessas comunidades já era uma realidade antes da chuva, e, agora, aumenta porque grande parte dos nossos povos vive do turismo, artesanato. Com as fortes chuvas, não temos onde escoar as mercadorias”, lamentou.

Em entrevista ao UOL News ontem (13), o professor Pedro Luiz Côrtes, do Instituto de Energia e Ambiente da USP (Universidade de São Paulo), disse que as enchentes registradas no sul da Bahia podem acontecer novamente nesta semana ou no início da próxima. O mesmo pode ser esperado em janeiro de 2022.

Côrtes se refere ao fenômeno climático La Niña, que pode causar desde uma estiagem até chuvas mais intensas, dependendo da região do país. O evento acontece quando correntes marítimas mais frias sobem e chegam à superfície do Oceano Pacífico.

Atualmente são 51 cidades na Bahia em situação de emergência devido às chuvas, com 10 mortes e 220 mil pessoas afetadas, segundo os dados da Defesa Civil da Bahia.

 

Fonte: noticias.uol

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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