Em Brasília, indígenas fazem maior Acampamento Terra Livre da história

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O Acampamento Terra Livre (ATL) voltou à capital federal após dois anos (devido à pandemia) com o maior número de participantes em seus 18 anos de história. Foram 10 dias de programação, que termina nesta quinta-feira (14/04), e mais de 7 mil indígenas de cerca de 200 povos no complexo da Fundação Nacional de Artes (Funarte), segundo contagem da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Em ano de eleições presidenciais, a briga pelo território está no centro da discussão. Lideranças pedem andamento nos processos das demarcações, paralisadas desde que Jair Bolsonaro assumiu o governo, em 2019.

As atividades do ATL incluem protestos diários nas proximidades do Congresso Nacional, onde o Projeto de Lei 191/2020, que libera mineração e outros grandes empreendimentos em terras indígenas, deve ser votado em regime de urgência nos próximos dias.

“Nós estamos aqui para acabar com a distância entre o Congresso e o povo. Lutamos pela retomada das demarcações principalmente no Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Na Amazônia, apesar de haver um grande número de terras demarcadas, sofremos diariamente com violência e as invasões”,

afirmou Sonia Guajajara, coordenadora executiva da Apib, numa reunião fechada entre lideranças e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou o acampamento na terça-feira.

Agenda de manifestações

Na última terça-feira, indígenas se cobriram de lama e sangue cinematográfico para denunciar em frente ao Ministério de Minas e Energia os efeitos do garimpo ilegal em suas terras. Diversas etnias, principalmente na Amazônia, relatam o aumento da extração de ouro e outros metais preciosos por invasores.

“Cansamos de ver nossas crianças sendo sugadas pelas dragas do garimpo ilegal. O governo genocida de Bolsonaro quer legalizar o regime de morte que avança nossos territórios”,

escreveu Alessandra Munduruku, representante de um dos povos que mais sofrem com a atividade ilegal no Pará.

No dia anterior, a Hutukara Associação Yanomami havia publicado um relatório detalhando os avanços do garimpo de ouro em suas terras e o sofrimento dos indígenas em consequência da presença dos invasores.

Os Yanomami também falaram da série de ataques violentos a comunidades, com circulação de drogas, armas e violências contra crianças. Segundo a associação, 273 comunidades são afetadas diretamente pela atividade ilegal na terra indígena, a maior do país, que abriga cerca de 29 mil pessoas. O relatório calcula que, de 2016 a 2020, o garimpo cresceu 3.350% no local.

Com as invasões, o número de casos de malária entre os indígenas também explodiu, com mais de 1.800 casos registrados em 2020, aponta o estudo.

Fachin é relator do caso, cujo julgamento foi iniciado em agosto de 2021 e paralisado na sequência após pedido de vista de Alexandre de Moraes. Fachin já emitiu o seu voto, que foi a favor do direito originário assegurado pela Constituição e, portanto, contra o marco temporal. A previsão é que o julgamento seja retomado em junho.

Fonte: msn

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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