Mulher de Don Phillips diz que corpo de jornalista e do indigenista Bruno foram encontrados

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No domingo foram encontrados objetos pessoais dos dois desaparecidos, Bruno Pereira e Don Phillips, submersos perto da casa do único detido até agora no caso, Amarildo da Costa Oliveira. Foram achados um cartão de saúde em nome de Bruno Pereira, uma calça preta, chinelo e um par de botas de Bruno, além de um par de botas e uma mochila pertencentes a Dom Phillips.

A mulher do jornalista britânico Dom Phillips, Alessandra Sampaio, disse nesta segunda-feira (13) que os corpos dele e do indigenista Bruno Pereira foram encontrados. Eles estão desaparecidos há mais de uma semana na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas.

Em nota, a PF negou que os corpos dos dois tenham sido encontrados (veja a íntegra abaixo). A associação indígena Univaja, que denunciou o desaparecimento dos dois, não confirmou.

“Não confirmamos a informação de terem encontrado corpos”, disse Eliésio Marubo, assessor jurídico da Univaja.

Segundo Alessandra, após receber a informação, ela recebeu uma ligação da PF confirmando a localização de 2 corpos, mas informando que eles ainda precisavam ser periciados para que a identificação pudesse ser feita.

Ainda de acordo com Alessandra, a Embaixada Britânica – que já havia comunicado aos irmãos de Dom Phillips a localização dos corpos do jornalista e do indigenista – ratificou a informação da PF.

O jornal britânico “The Guardian”, para o qual Dom Phillips trabalhou, afirma que a família do jornalista foi informada da localização de 2 corpos pela embaixada brasileira no Reino Unido.

Phillips, de 57 anos, e Pereira, de 41 anos, viajavam juntos de barco pela região do Vale do Javari, uma área remota no extremo oeste do estado do Amazonas, realizando entrevistas para um livro sobre preservação ambiental.

Eles foram vistos pela última vez na manhã de domingo, 5, na comunidade de São Gabriel, não muito longe de seu destino, a cidade de Atalaia do Norte.

Testemunhas disseram que viram o pescador Amarildo Oliveira, de 41 anos, passar de lancha em alta velocidade na mesma direção que Phillips e Pereira, pouco antes do desaparecimento.

Phillips, de 57 anos, é colaborador do jornal britânico The Guardian e trabalhava no Brasil há 15 anos. Apaixonado pela Amazônia, onde escreveu dezenas de reportagens, o jornalista estava na região há vários dias trabalhando em um livro sobre preservação ambiental e desenvolvimento local, com apoio da fundação Alicia Patterson.

Pereira, de 41 anos, é um especialista da Fundação Nacional do Índio (Funai) e um conhecido defensor dos direitos indígenas. Foi coordenador regional da Funai em Atalaia do Norte, município onde viajava com Phillips quando desapareceram. O trabalho dele em defesa dos povos indígenas lhe rendeu ameaças regulares.

Eles haviam viajado até a região de Lago do Jaburu e deveriam retornar à cidade de Atalaia do Norte, a cerca de duas horas de barco. Pereira acompanhava o jornalista britânico como guia, na segunda viagem da dupla por esta região isolada da Amazônia desde 2018.

O jornalista e especialista indígena desapareceram no Vale de Javari, uma área densa da selva amazônica onde vivem 26 povos indígenas, muitos deles isolados. As autoridades alertaram para a “complexidade” da área, devido ao fato de que ali operam garimpeiros, madeireiros e pescadores ilegais.

Além disso, o tráfico de drogas tem uma presença cada vez maior nos últimos anos, utilizando a região como um importante corredor para o transporte de drogas produzidas no Peru e na Colômbia, países que fazem fronteira com a região. Atalia do Norte, uma pequena cidade de 20 mil habitantes, está comovida pelo desaparecimento.

Fonte: O povo / G1

 

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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