Tarifa de ônibus em São Paulo pode aumentar para R$5,10

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Ontem a  São Paulo Transporte (SPTrans) apresentou uma proposta para aumentar o valor da passagem de ônibus na capital de R$ 4,40 para R$ 5,10. Contudo, o reajuste ainda precisa ser aceito pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). Ele analisará os números em conjunto com as secretarias de Governo e da Fazenda, para tomar a decisão.

O aumento foi calculado com base na inflação (IPCA), o que resulta em um valor de R$ 5,08, que poderia ser arredondado para mais ou menos. A empresa, controlada pela Prefeitura, afirmou que o custo total por passageiro é de R$ 8,71, divididos entre R$ 7,96 para operação (frota, mão de obra, combustível e outros) e R$ 0,74 em infraestrutura (terminais de ônibus, por exemplo).

O último reajuste da tarifa foi em janeiro de 2020, quando passou de R$ 4,30 para R$ 4,40. Em 2021 não houve aumento, mas retiraram o fim da gratuidade para idosos de 60 a 64 anos.

Esse novo reajuste foi criticado por parte dos integrantes do CMTT.

“A proposta de aumento não se justifica, porque, como a gente apontou na reunião: a Prefeitura já criou uma remuneração especial para a pandemia que chegou na casa dos R$ 870 milhões. E, como eles alegaram que a cada R$ 0,10 da tarifa é R$ 104 milhões no custo, os R$ 870 milhões são superiores ao aumento dos R$ 0,70 e cobririam o aumento de tarifa”, destacou o conselheiro Rafael Calabria, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Conselheiro e doutor em Urbanismo, Mauro Calliari argumentou que o reajuste deve considerar outras variáveis além da inflação: em 2022, com o enfraquecimento da pandemia), deve aumentar o número de passageiros, trazendo mais caixa para a empresa, além de um outro grande problema a desigualdade social crescente na cidade.

“Quantas pessoas estão deixando de pegar (ônibus) por causa do preço, da dificuldade nas integrações (de modos de transporte, como Metrô), que estão mais caras?”

O aumento de passageiros já está ocorrendo. Em outubro, os ônibus de São Paulo transportaram 161,4 milhões de passageiros, um aumento de 18,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior (que teve 136,9 milhões), segundo a SPTrans.

Apesar do aumento, o número de passageiros é inferior ao da pré-pandemia, quando foram transportadas 239,1 milhões de pessoas em outubro de 2019. Já a frota contratada esteve abaixo dos 14 mil pela primeira vez ao menos desde 2013, caindo de 14.952 (em novembro de 2020) para 13.766 (novembro de 2021).

Em entrevista à Rádio Eldorado, do Grupo Estado, o prefeito de São Paulo chegou a declarar em novembro que o não reajuste na tarifa seria “praticamente impossível” diante do aumento dos combustíveis.Vários prefeitos buscaram ajuda do governo para não impactar no preço da passagem,  mas afirmam que o transporte coletivo é subfinanciado no país e que um colapso é inevitável.

A decisão final sobre reajuste costuma envolver também o Estado, pois geralmente há uma padronização com o valor da passagem do Metrô e da CPTM. Sim, isso significa que se o ônibus aumenta, aumentam também o metrô e o trem.

Fonte: msn

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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