Geoglifos milenares na Amazônia foram apagados para plantio de milho e pasto

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

Recentemente uma imagem de satélite causou espanto e indignação.

Segundo noticiou a Folha, o paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, levou um susto ao observar imagens de satélite atualizadas de um sítio arqueológico que contém desenhos geométricos no chão da Fazenda Crixá II e perceber que eles haviam sido parcialmente apagados.

O professor fez uma denúncia ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que enviou uma equipe para apurar o caso em 27 de julho, e constando o fato, embargou a área e acionou o Ministério Público Federal (MPF).

Segundo reportagem d’OEco, a assessoria do Iphan afirmou que

“Na vistoria foi verificado que o sítio foi impactado pelo plantio de milho, durante o arado de plantio foram destruídos e mutilados as muretas e valetas que compõem o sítio arqueológico do tipo geoglifos, denominado Fazenda Crixá. A área foi embargada e o Ministério Público Federal foi notificado”.

Os desenhos parcialmente apagados, foram aterrados para o plantio de milho e pasto e, conforme relato do proprietário da fazenda, o aterramento ocorreu por descuido de seus funcionários, mesmo avisados sobre a existência dos geoglifos no local.

História da Amazônia pré-histórica

Com formatos de quadrado, círculos ou losangos, os geoglifos contam a história da Amazônia pré-histórica.

Há mais de 500 desenhos geométricos estranhos espalhados pelo território do Acre. Eles são chamados de hieróglifos ou geoglifos, alguns podem medir mais que o tamanho de 3 quarteirões e todos foram feitos antes da chegada dos europeus ao território brasileiro. Tudo leva a crer que os geoglifos tenham sido criados por grupos indígenas antigos, que ocuparam nosso território numa época milenar.

Trata-se de história, de significado, de contar a cultura de um povo, dos nossos antepassados.

Os cientistas buscam analisar um elemento presente na terra, chamada de fitólitos (minúsculos grãozinhos minerais produzidos pelas plantas), que com investigação bem aprofundada, pode indicar qual era a vegetação da época em que os desenhos foram feitos.

Outros elementos como distância, formato e estrutura, podem revelar o tipo de comunidade, se grande, pequena e os tipos de construção, estruturas para rituais religiosos ou galpões para armazenamento de alimentos, o que pode demonstrar uma estrutura de fixação de população, que, em geral, era nômade.

Enfim, são marcas registradas de um povo que servem e podem ajudar a contar a história e precisam ser preservadas.

Talvez te interesse ler também:

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest