A história do dia contra a violência contra as mulheres: o pesadelo continua

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Um número impressionante surge no Dia Contra a Violência Contra as Mulheres 2020: durante o bloqueio imposto pela pandemia, a violência contra as mulheres, somente em São Paulo, aumento 44,9%.

Muitas mulheres, fechadas em casa, sentem-se desamparadas. Porque ali, dentro daquelas paredes, as rotas de fuga não existem mais. Não há quem te ouça. A violência contra as mulheres nunca parou. Na verdade, ela se multiplicou e ninguém percebeu.

Excluindo toda a violência sofrida pelas mulheres no mundo (tráfico, mutilação genital ou estupro de guerra), o infeliz acontecimento da pandemia causou um aumento nos pedidos de ajuda em todo o mundo.

Por que se fala tanto sobre isso? Porque ainda nem todos sabem que as mulheres são submetidas a ameaças dentro de suas próprias casas, são empurradas, esbofeteadas, chutadas, socadas e mordidas, além de insultadas. Muitas são atingidas por objetos que podem ferir, outras são submetidas a tentativas de estrangulamento, queimaduras, asfixia e até mesmo ao uso de armas. Entre as mulheres que já sofreram violência sexual, os mais comuns são o assédio físico, ou seja, ser tocada ou abraçada ou beijada contra a vontade, relações indesejadas vivenciadas como violência, estupro ou tentativa.

Sem considerar, então, os fenômenos de perseguiçãopornografia de vingançaacusação de vítima e acusações de “vagabunda” porque – digam o que disserem – mesmo esses são violência e a mulher é a única vítima.

O Dia de Combate à Violência Contra a Mulher é Comemorado Hoje

Estabelecido em 17 de dezembro de 1999 pela Assembleia Geral da ONU, com a resolução número 54/134, a escolha da data de hoje está ligada ao assassinato de três irmãs ativistas políticas da República Dominicana.

Uma história que começou em 1960, quando ainda eram poucos os Las Mariposas (borboletas), os que se opunham à ditadura de Rafael Leónidas Trujillo em defesa dos direitos das mulheres. Eram as irmãs Mirabal: Patria, nascida em 1924, Minerva, de 1926, e María Teresa, a mais jovem, nascida em 1935. Seu brutal assassinato despertou a consciência popular, tanto que em 30 de maio de 1961 Trujillo foi por sua vez assassinado. A última irmã, Bélgica Adela, morreu de causas naturais em 2014.

Hoje, essas três irmãs dominicanas são um ícone da oposição à violência, lembradas em monumentos, escolas, ruas, festivais e associações culturais e até mesmo retratadas em uma nota de banco da República Dominicana. Finalmente, uma das 32 províncias dominicanas, chamada Salcedo, desde 2007 assumiu o nome de Província Hermanas Mirabal.

Números da violência contra a Mulher no Brasil

No Brasil, a cada 2 minutos uma mulher sofre violência doméstica e a cada 7 horas uma mulher é morta, sendo que 9 entre 10 casos, o assassino é o companheiro ou ex-companheiro.

Quanto às mulheres trans, estima-se que uma é assassinada a cada 3 dias. Segundo dados da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), em 2019 foram mortas 124 pessoas trans. Dos assassinatos de transexuais, 94% das vítimas se identificavam como mulheres.

Apesar desses dados, que já são alarmantes, o monitoramento mostra que há subnotificação e ausência de dados sobre raça, orientação sexual e identidade de gênero.

Se você sofre violência doméstica ou conhece alguém que sofra, ligue para a Central de Atendimento à Mulher no 180.

Fontes: uol/ISTAT

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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