Conheça a escultura que substituirá a de Cristóvão Colombo no México

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A estátua do almirante Colombo, com o peso de toda a carga simbólica das consequências históricas de sua chegada ao Caribe em 1492, foi removida no ano passado, na véspera do 12 de outubro. Dessa forma, era preciso escolher outro símbolo para ocupar seu lugar, em meio às comemorações dos 200 anos de independência da colônia espanhola. Mal sabiam que isso aconteceria naturalmente.

No primeiro dia de 2021, a família de César Cabrera se reuniu em torno de uma grande pedra que estava “atrapalhando” em meio a seu pomar, na comunidade Hidalgo Amajac, em Álamo de Tepamache, no México. Eles a apalparam por baixo e notaram um relevo, então os filhos engenheiros de Cabrera prepararam laços, amarraram as tiras a um trator e este, puxando na direção oposta, a ergueu. Eles não tinham como saber, mas revelaram a figura da Jovem de Amajac, a escultura cuja réplica substituirá Cristóvão Colombo no emblemático Passeio da Reforma.

Preocupados em não danificar a figura, Cabrera e sua família colocaram palha na boleia de um caminhão e levaram a escultura para o quintal de sua casa. Notificaram o Governo municipal e, em 4 de janeiro de 2021, a arqueóloga do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) María Eugenia Maldonado Vite chegou à cidade para inspecioná-la.

“Quando a vi, não podia acreditar. Era autêntica, estava em perfeitas condições —apenas um arranhão na cabeça, causado pela pá da escavadeira— e estava lá, no quintal de uma família de agricultores.

A jovem de Amajac é uma escultura de uns dois metros, dos quais um terço corresponde à base para a manter em pé.

escultura Cristóvão Colombo mexico

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“Não é que a mulher seja gigante, ela mede 1,3 metro com o toucado incluído”, diz Vines. Seus braços estão grudados ao corpo e suas mãos estão sobre o ventre. Essa posição é muito representativa da cultura huasteca, das deusas Teem, da fertilidade, da terra e das colheitas, explica a arqueóloga. “As vestimentas também são similares às dessas deusas”, diz.

Amajac, porém, tem um diferencial que muda tudo e que a torna única. Ela possui um ornamento no penteado, duas mechas, uma de cada lado da cabeça, o que não é comum em representações de deusas. Esse toucado aparece em outras imagens e esculturas, em fontes gráficas de quando mais tarde chegaram os espanhóis, e distingue as classes sociais. “A jovem era de alto escalão hierárquico, era uma mulher governante, não uma divindade”, conclui Maldonado.

A arqueóloga situou a escultura no período pós-clássico tardio, entre 1450 e 1521.

Assim, Claudia Sheinbaum, chefe do governo da Cidade do México, anunciou que esse vazio seria ocupado por esse monumento às mulheres indígenas.

Fonte: elpaís

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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