Mariguella: um filme que resgata a história da ditadura no Brasil

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Nosso país insiste em esquecer a ditadura, que durou 21 anos. Alguns até a negam. Afinal, somos conhecidos por ser país sem memória. A falta de cultura, educação política, e de história nos faz ver ainda hoje ignorantes que clamam por uma intervenção militar. Em outros países da América Latina que experimentaram os terrores de uma ditadura, como Argentina e Chile, memoriais e museus são mantidos em locais antes palco de tortura. No Uruguai, por exemplo, a direita e a esquerda concordam que “ditadura nunca mais”. Afinal, ditadura não é coisa de direita. São coisas diferentes.

A cultura tem papel fundamental para que nunca nos esqueçamos da ditadura. Nesse contexto, o filme “Marighella” é uma obra essencial, urgente, atual e indispensável. Wagner Moura, estreando como diretor, recupera um momento importante em que vozes dissidentes pegaram em armas para lutar contra a ditadura e foram apagados da história pela mão pesada do regime militar.

A obra narra a trajetória do “guerrilheiro que incendiou o mundo”, e estreou no Brasil com atraso de mais de 2 anos, pois forças maiores buscavam impedir a sua realização e comercialização. Houve ameaças veladas, explícitas e censuras para que não fosse realizado.

Portanto, Mariguella estreou no Brasil agora como símbolo da mesma resistência que incendiou o Brasil naquela época.

O filme é vibrante e intenso, um drama de ação que troca diálogos discursivos por sequências eletrizantes, apresentando seu protagonista sem meias palavras: um homem apaixonado por seu país, disposto a “tocar o terror” para tirar o Brasil das garras da ditadura.

“Marighella”, com personagem título interpretado por Seu Jorge, não é um documentário e não busca reproduzir com exatidão acontecimentos ao longo de 1968. É uma dramatização de eventos em uma ficção que busca reconstruir o espírito dos homens e mulheres que ousaram travar uma luta inglória em tempos obscuros.

Apesar dos vários guerrilheiros apresentados, a figura mais assustadora em “Marighella”, é justamente a do delegado Lúcio, interpretado por Bruno Gagliasso. Foi inspirado em Sergio Fluery, delegado do DOPs, conhecido por gostar de tortura e assassinato.

“Mariguella”, que recebeu aplausos por 10 minutos quando estreou em Berlim, chega ao Brasil em um momento propício, onde precisamos estar cada vez mais atentos aos movimentos igualmente opressores que insistem em dar a caras aqui e ali, assim como os desavisados e sem-cultura que os apoiam.

Esse é o filme brasileiro mais importante dos últimos anos e, mesmo que você não concorde com os métodos do protagonista, você precisa conhecer sua história e essa parte da história do Brasil. Para que isso nunca mais precise se repetir.

 

Fonte: uol

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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