A “farmácia” mais antiga da Europa volta à vida em 3D (e em breve estará aberta a todos)

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

Como eram as farmácias do passado? Que ar você respirou dentro dos chamados “boticários”? Que efeito teve de caminhar entre as vitrines transbordando de ampolas e frascos, a meio caminho entre a ciência e a magia? Para tentar responder a estas perguntas e restaurar o encanto e os segredos da ciência médica do século XVI, uma equipa de investigadores de Itália, Espanha e Portugal reconstruiu a farmácia de Santa Maria della Scala em Roma – também conhecida como a “Farmácia dos Papas “(foi deste laboratório, na verdade, que vieram os remédios e misturas para curar os papas. Por enquanto, este” lugar “virtual só pode ser visitado por pequenos grupos de pessoas, mas em breve estará à disposição do público em geral como Nós vamos.

Santa Maria della Scala representa um imenso património para o conhecimento das drogas no Mediterrâneo e também por isso os resultados do projecto são de fundamental importância para o avanço do conhecimento na área das ciências farmacêuticas – sublinha Maria Luisa Vazquez de Ágredos do Universidade de Valência. – Graças a este estudo podemos caracterizar as drogas, estudar e compreender a sua evolução ao longo do tempo mas também permitir a utilização remota desta joia barroca, valorizando o trabalho, promovendo o conhecimento e enriquecendo a documentação digital do museu.

Para chegar a essa reconstrução digital muito precisa, os pesquisadores usaram lasers e fotogrametria, com os quais foram realizados levantamentos não invasivos e não destrutivos para caracterizar as diferentes superfícies e adquirir modelos tridimensionais da sala do boticário e do arquivo, onde eles foram preservados herbários, receitas e outras documentações. Além disso, foram realizadas análises físicas, químicas e históricas para conhecer e classificar os diferentes fármacos presentes na estrutura. A realidade virtual também permitiu a reconstrução 3D do gabinete contendo herbários e receitas: o modelo foi obtido em cerca de quatro horas, a partir de 473 imagens digitais, utilizando um código de computador desenvolvido remotamente pelo ENEA.

Por meio de diversas técnicas analisamos cerca de 100 amostras da vitrine de venenos do Boticário com o objetivo de entender se o conteúdo dessas garrafas correspondia ao que está escrito nos rótulos e se ocorreram ao longo do tempo alguma alteração que pudesse ter levado a uma menor capacidade. .tratamento ou aumento da toxicidade dessas substâncias – destaca Catarina Pereira.

O objetivo dos pesquisadores, agora, é tornar o boticário acessível a todos, em qualquer lugar do mundo, por meio da criação de um portal na web.

Fonte:  ENEA

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Com 25 anos e licenciada em Línguas Estrangeiras. Sempre esteve atenta às questões ambientais e visando um estilo de vida eco-sustentável. No seu pequeno caminho tenta minimizar a pegada ambiental com escolhas responsáveis, respeitando a natureza que a cerca.
Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest