Inovador e crítico: relembre a carreira de Arnaldo Jabor, falecido nesta segunda

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Morreu dia 15 de fevereiro, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o cineasta Arnaldo Jabor, com 81 anos. Ele estava internado desde o dia 16 de dezembro, devido a um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Em comunicado, o hospital informou que o cineasta chegou a ser submetido a um procedimento vascular para desobstrução de coágulo. No final de dezembro, outro comunicado dizia que Jabor estava consciente e se recuperando.

Apesar de conhecido como comentarista e diretor de filmes como Toda Nudez Será Castigada, Jabor iniciou sua carreira nos bastidores e também trabalhou como técnico de som, crítico teatral, roteirista e colunista.

Cineasta que alcançou reconhecimento de público e crítica no final dos anos 1960, ainda sob os ecos do Cinema Novo, no início da década de 1990 alcançou sucesso popular como comentarista de jornais como Estadão, Folha e Globo, além de aparições constantes nos noticiários da TV Globo e participação no programa Manhattan Connection, da GloboNews.

Seu primeiro longa foi o documentário Opinião Pública (1967), em que realiza uma prospecção da mentalidade da classe média brasileira. Já nos anos 1970, com o aperto da censura política e social promovida pelo regime militar, trabalha a crítica metaforicamente em em Pindorama (1970), levando o barroquismo ao extremo, como ele mesmo admitiu.

Toda Nudez Será Castigada veio em 1973, a partir da peça de Nelson Rodrigues, ácida crítica à hipocrisia da moral burguesa e seus costumes. O filme chegou a ser censurado no Brasil, mas permitido após ganhar um Urso de Prata em Berlim. Hoje, está entre os 100 melhores filmes do Brasil. Dois anos depois, lança O Casamento, também adaptação da obra de Nelson, em que flertou com o grotesco e o histérico, sem, contudo, atingir a maestria do longa anterior. Em Tudo Bem (1978), inicia a chamada Trilogia do Apartamento, em que investiga novamente as contradições da sociedade brasileira.

Já em 1980 lançou Eu Te Amo, análise intimista e sexual de um casal, interpretado por Sonia Braga e Paulo Cesar Pereio e, em Eu Sei Que Vou Te Amar (1986), repete de alguma forma o tom de psicodrama do trabalho anterior, agora com um casal mais jovem, Fernanda Torres e Thales Pan Chacon.

A produtora de cinema Susana Villas Boas, ex-mulher de Arnaldo Jabor e mãe de João Pedro, comentou que seu filho havia perdido o pai e o Brasil, “um grande brasileiro”.

 

Fonte: msn

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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