Bolsonaro positivo para Covid-19. Como o mundo repercutiu a notícia

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Ontem, 07, o Presidente Jair Bolsonaro anunciou que testou positivo para o coronavírus, dizendo que apresentava sintomas leves como febre e mal-estar.

O assunto foi comentado no mundo todo, veja como os principais jornais repercutiram a notícia:

O jornal Washington Post anuncia:

“Presidente do Brasil, cético em relação ao vírus, testa positivo” e ainda destaca que Bolsonaro retirou a máscara para falar com os jornalistas e anunciar o resultado.

O The New York Times destacou:

“Depois de meses negando a seriedade da pandemia e descartando medidas de proteção, Bolsonaro sentiu os sintomas do Covid-19. Mais de 65.000 brasileiros morreram do vírus.”

O El Pais trouxe a seguinte manchete:

“Bolsonaro testa positivo para o novo coronavírus, mas minimiza riscos da doença”.

A BBC de Londres também destacou o fato de Bolsonaro ter retirado a máscara para anunciar em coletiva de imprensa que testou positivo para a Covid-19 anunciando:

“O Presidente, que menosprezou os riscos do vírus, fez o teste após desenvolver sintomas”.

O respeitado Financial Times publicou:

“Líder de extrema-direita relata febre e diz que alto número de mortes é devido ao ‘medo do vírus’.

O jornal francês Le Monde destacou que

“Desde o início da pandemia, Bolsonaro minimizou a doença e participou de eventos públicos sem usar máscara” e que não é necessário “entrar em pânico, a vida continua”.

O também francês Le Figaro afirma que

  “O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que sempre tratou com desdém a nova pandemia de coronavírus, deu positivo para o Covid-19 “.

O italiano Corriere Della Sera informou:

“Já no domingo, o grande negador do hemisfério Sul tinha 38° de febre, dores nos músculos e pouco sangue oxigenado. Para qualquer outra pessoa (excluindo Donald Trump, o colega negador do Norte), os sintomas da Covid-19 pareceriam alarmantes. Para Jair Messias Bolsonaro, presidente do Brasil, não”.

O jornal Australiano de maior circulação, The Sydney Morning Herald, destacou que

“Bolsonaro testa positivo para Covid-19 após meses subestimando os riscos do vírus” e que “continua minimizando os efeitos da doença, mesmo depois do país sofrer um dos piores surtos do mundo”.

O japonês Yomiuri Shimbun destacou que o presidente iria anunciar o resultado do teste para o coronavírus, mas que vinha minimizando os riscos da doença.

Negando o inegável

Fica claro, portanto, que os principais jornais do mundo destacaram o fato de o presidente continuar negando e minimizando os efeitos e gravidade da Covid-19, mesmo o país batendo recordes de mortes diárias.

Com mais de 65 mil mortos, o presidente declarou que estava bem, tomando o medicamento hidroxicloroquina e que a vida continua, que todo mundo vai pegar, que se ele não tivesse feito o exame ele não saberia sequer que estava infectado e finaliza dizendo, “é a vida”, em entrevista coletiva.

É bom lembrar que o presidente apareceu várias vezes em público sem usar máscara, apertando a mão dos apoiadores e misturando-se à multidão, além de criticar regras de isolamento e distanciamento social e incentivar a abertura do comércio, escolas e igrejas.

A avaliação que deve ser feita não é se todas as pessoas irão se infectar, mas em que momento isso irá ocorrer e de que forma. Sem planejamento, prevenção e contingenciamento, o sistema de saúde não suportará a demanda e pior, como sempre, os menos favorecidos, os pobres, não terão recursos para buscar atendimento na rede particular de saúde. É possível que inclusive o sistema particular não consiga atender tantos doentes, como ocorreu em outros países.

 

Além disso, há prejuízo na realização de consultas, internações e cirurgias de pacientes com outras patologias e necessidades que são adiadas sem prazo de retorno.

Nesse cenário, seria importante o presidente avaliar que se todo mundo precisar de assistência médica ao mesmo tempo, faltará acesso pleno à rede de saúde pública e o contágio de rebanho, forma de “combate ao coronavírus” que ele propõe, não parece ser a melhor medida de proteção à vida e, consequentemente, da retomada da economia, afinal, nenhum país, exceto o Brasil, vem tratando com tanto desdém a pandemia, viramos pária no mundo e já estamos pagando caro por isso.

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Fonte foto: AFP – IL Sole 24 ore

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
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