Além da França, no Brasil motoristas também são agredidos por pedirem uso de máscara em ônibus

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Para quem imaginava que um mundo melhor poderia surgir da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o que a realidade está mostrando é que o novo normal continua tão velho e desgastado quanto antes.

Depois de um motorista de ônibus ter sido assassinado, na França, por pedir aos usuários que usassem máscaras dentro do transporte e solicitasse a um dos jovens que o agrediu que mostrasse o bilhete da viagem, no Brasil também os motoristas estão sofrendo violência pelo mesmo motivo.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, motoristas de ônibus estão sendo ameaçados e agredidos fisicamente simplesmente por exigirem aos passageiros que usem máscaras dentro dos veículos, informa o G1.

Em um dos casos de agressão, que ocorreu na capital mineira, o motorista levou um soco no rosto de um passageiro que se negou a usar a máscara. Ainda em Belo Horizonte, uma pedra foi jogada na janela de um ônibus. Outro caso ocorreu em Ibirité, na região metropolitana de BH, onde um motorista também foi agredido fisicamente por um passageiro que se recusou a usar a proteção.

O uso da máscara é obrigatório na região. Mas, ainda assim, as ameaças têm sido constantes, de acordo com Paulo César da Silva, presidente do Sindicato dos Rodoviários de BH (STTR-BH):

“Ameaça do tipo: ‘Chegando lá no final você vai ver’, ‘Amanhã você tá aqui de novo’, ‘Olha, olha, motorista, sabe com quem você tá mexendo?’ Sem contar alguns palavrões também que são proferidos por quem não quer usar o equipamento”.

Os rodoviários reclamam que está sendo difícil trabalhar nessas condições de pandemia, desrespeito e violência. Afinal, eles estão sendo expostos aos riscos de contrair o vírus e serem agredidos.

Parece que Woody Allen tem alguma razão sobre o mundo. Em uma entrevista concedida ano passado a El Pais, o cineasta disse que:

“O pessimismo e o realismo são a mesma coisa. Sou muito pessimista, sobre o mundo, sobre o futuro, sobre a sociedade, sobre a existência…, mas de verdade acho que é assim que o mundo é, então creio que sou realista”.

É decepcionante ter que concordar com Allen após a experiência que a Covid-19 deu à humanidade. Estamos vendo uma série de ações desrespeitosas, sobretudo, com aqueles profissionais que não pararam de trabalhar durante a pandemia, expondo-se a inúmeros riscos para prestar serviços essenciais às sociedades de seus países, e ainda tentam fazer o nobre papel de educadores cívicos.

Gratidão, compaixão, empatia são sentimentos que nem em um momento extremo parece brotar em certas pessoas.

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Fonte foto: O Antagonista

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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