Turcas há 2 dias protestam por assassinato brutal de uma jovem

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A Turquia é um dos países mais perigosos do mundo para ser mulher.

Após o assassinato brutal da universitária Pinar Gultekin (27), na província de Mugla, as turcas protestaram nas ruas e nas redes sociais contra mais um caso de violência impingido às mulheres na Turquia.

Pinar estava desaparecida e foi encontrada morta em uma floresta. O autor do crime foi seu ex-companheiro. Segundo os resultados da autópsia do corpo, Pinar foi estrangulada e seu corpo foi colocado em um barril, onde foi queimado e, depois, derramado concreto sobre ele. Cemal Metin Avci, o assassino da jovem, é gerente de um bar na cidade turística de Akyaka e já foi preso pela polícia, após confessar a autoria do crime.

Em Istambul, várias pessoas saíram às ruas para protestar contra o aumento da violência contra as mulheres, que dobraram na Turquia desde 2012, segundo informa o AlJazeera.

Asla sessiz kalmayacagiz  – “não nos calaremos jamais” – com estas palavras vêm há dois dias gritando as mulheres em uma ondada roxa de raiva e de protesto, cor que está ligada ao feminicídio, como noticia hoje o jornal italiano La Stampa.

Vítimas de Erdogan

A Plataforma We Will Stop Femicides, que monitora a violência contra as mulheres, contabiliza que 474 mulheres foram assassinadas em 2019 na Turquia – a maioria delas por parceiros atuais ou antigos, membros da família ou homens que queriam relacionar-se com elas.

Embora a Turquia tenha ratificado a Convenção de Istambul, sobre prevenção e combate à violência contra as mulheres e violência doméstica, esse tipo de crime vem aumentando porque o governo não implementou qualquer ação fora do papel para combater a violência contra elas.

A Turquia é governada por Recep Tayyip Erdogan, um político populista que chegou ao poder prometendo tirar o país de uma crise política e fazer uma faxina no sistema político. O seu projeto para uma “nova Turquia” deu lugar a mais machismo e menos democracia.

Não é coincidência que as mulheres sejam, hoje, uma das principais vítimas do seu governo.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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