Você não vai gostar de saber o que seu crush fala de você nos grupos dele do WhatsApp

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Às vezes até foto íntima tua ele coloca como foto de perfil no grupo com os amigos. E nem as esposas recatadas e do lar se salvam, pois os homens também conversam entre si sobre como mentir sem que estas descubram.

É o que a psicóloga e professora da Universidade de Brasília, Valeska Zanello revelou, depois de ter estudado por 6 meses o que os homens falam em seus grupos de ZapZap.

Tem que ter estômago” diz a matéria do R7 sobre o que a pesquisa de Valeska levantou, depois de ela ter contado com a ajuda de 6 homens voluntários, para espionar a conversa masculina em grupos de WhatsApp, compostos por jovens e senhores de 25 a 60 anos de idade.

Foram 634 prints recebidos onde o machismo corria livre, leve e solto entre piadas, pornografia, avaliação, ignorância, ou seja, em conversas que tratavam principalmente da objetificação do gênero feminino.

  • Piadas e escárnio sobre feminicídio – envolvendo memes, por exemplo, com o ex-goleiro Bruno (condenado por ter assassinado Eliza Samúdio)
  • Fotos de corpos femininos sempre objetificados (caso fossem corpos jovens, brancos e magros) ou depreciados (se pretos, velhos ou gordos)
  • Cumplicidade entre os homens como uma espécie de “ética” da misoginia, onde a regra é não criticar NADA do que os homens façam de errado, para manter a camaradagem entre eles.

Afeto? Nem com a própria esposa ou namorada. Já com a namorada do amigo, sim, porque o respeito é ao amigo, claro, não à mulher.

Percebem?

Fonte foto: R7

Estes são os assuntos com os quais passam o tempo e se divertem muitos dos nossos crushes. Inclusive, fiquem atentas: fotos tuas íntimas facilmente podem acabar num desses grupos porque claro, como diz a própria pesquisadora:

“Desde crianças, os homens aprendem uma única forma de estar com mulheres, que é através da objetificação.”

E sabe por que? Porque assim os homens mantêm um status de superioridade frente às mulheres. Porque assim, eles usam e abusam do gênero feminino como se se tratasse de uma coisa. Aliás coisificação, reificação e objetificação são as palavras talvez mais usadas em discursos sobre gênero, relacionamentos e amor em tempos de Tinder. É como se todos nós estivéssemos em prateleiras, prontos para sermos vendidos: coisas!

Questão de cultura

Não que as mulheres não possam ou não façam coisas similares, mas fato é que não faz parte da nossa cultura, que mulheres avaliem os homens porque às mulheres foi ensinado, desde sempre, educação, bons modos, não gritar, não falar palavrão, não responder com grosseria, não fazer publicidade do próprio homem… não é mesmo?

Aliás, às mulheres foi ensinado a haver sempre uma competição, e não uma camaradagem entre elas… e este é um outro fator cultural a favor do machismo.

Qual mulher compartilharia foto íntima do crush? Pois é, talvez as mulheres não coisificam os homens por medo de perder, e os homens coisificam as mulheres porque somos objetos de compra, de troca ou de empréstimo. Somos simples objetos. O deles, “lavou tá novo”, enquanto nós somos rodadas, usadas, velhas ou gastas.

Bom, dito isso, claro que nem todos os homens ficam no Zap falando e coisificando mulher o tempo todo. Haverá grupos que discutem assuntos nobres, mas este é o perfil médio de uma sociedade, direi, mundial.

E a nós, mulheres, resta nos unir contra o machismo, sendo mais camaradas e menos competitivas entre nós, apoiando uma sociedade justa, onde somos pessoas com sentimentos, e não objetos à exposição, sempre à mercê da avaliação social, baseada em valores que acrescentam pouco, ou nada, em nossas vidas.

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Ingressou no curso de Ecologia pela UNESP e formou-se em Direito pela UNIMEP.
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