Amor e dinheiro: grande causa de conflitos e separações. Como combinar as duas coisas?

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Falar sobre dinheiro ainda é um tabu para muitas pessoas. Quando envolve amor então, a situação fica ainda pior. Tudo isso porque o dinheiro ainda é visto como algo impuro e causa de discórdias, enquanto que o amor simboliza pureza e união. Como lidar com essa oposição? Veja o que dizem os especialistas.

A relação negativa que algumas pessoas ainda têm com o dinheiro é o que faz dele algo sujo e impuro. Na verdade, essa é uma crença bastante antiga que associa a sujeira do dinheiro físico ao comportamento humano, muitas vezes ensinada por nossos pais.

Pessoas avarentas, sovinas, acreditam que o dinheiro as fazem superiores, contribuindo para a ideia de que a desigualdade social é culpa dos ricos. Até hoje, esse tipo de pensamento faz com que pessoas ricas sejam discriminadas, ou sejam alvos da cobiça alheia.

Apesar de todas as discussões que envolvem esse assunto, precisamos saber que é possível ter uma relação positiva com o dinheiro, principalmente na vida a dois.

Amor e dinheiro, tem como combinar?

Antigamente, os casamentos eram feitos como verdadeiros contratos entre famílias, ricas ou pobres que fossem. O casamento era um negócio. Depois surgiu o amor romântico, e o casamento passou a ser questão de coração onde o dinheiro não tinha que dar pitaco, e seria até feio misturar as duas coisas. Até hoje, infelizmente, existem casamentos combinados entre famílias onde os acordos se baseiam na questão financeira, mas felizmente essa prática restou em apenas algumas culturas.

Hoje, na maioria das vezes, as pessoas se casam por livre e espontânea vontade, e geralmente baseiam suas escolhas no “amor”. Mas aí o tempo passa, o amor acaba, ou nunca teve de verdade, e tudo acaba muitas vezes no tribunal.

Estatísticas apontam que o dinheiro é uma das principais causas de divórcio. Isso ocorre devido à falta de diálogo e cumplicidade entre as partes envolvidas.

No começo do namoro, a paixão toma conta dos sentidos e ser generoso faz parte da conquista. Assim, algumas questões financeiras acabam sendo mascaradas em prol da satisfação do outro. O problema é que com o tempo a paixão diminui e, na maioria das vezes, ela dá lugar ao amor, fazendo com que a relação fique mais séria e que algumas providências precisem ser tomadas.

Ao invés dos jantares e presentes caros para impressionar o(a) parceiro(a), surge o planejamento para o casamento que envolve festa, cerimônia, vestido e afins. Consequentemente, a responsabilidade com a casa, os móveis e as contas passam a fazer parte do cotidiano do casal.

Ao contrário do que se pensa, não é nesse momento que a conversa sobre dinheiro deve acontecer. O ideal é observar o comportamento do(a) pretendente, logo no primeiro encontro.

Existem pessoas que se oferecem para pagar a conta totalmente, outras que preferem dividir e outras ainda que decidem ir ao banheiro bem no momento de pagar. Essa última é aquela que chamamos de mesquinha ou avarenta e que dificilmente terá um bom relacionamento com as pessoas.

Já se a pessoa não é avarenta, ela vai se oferecer para dividir a conta ou vai querer pagar tudo. Nesse último caso também é importante prestar atenção para saber se ela não está querendo apenas impressionar o outro, ficando numa situação financeira complicada depois.

Passada a fase do primeiro encontro, se os gostos batem e os interesses também, tudo indica que o relacionamento vai seguir adiante. É nesse momento que algumas questões devem ficar bem claras.

Infelizmente, o assunto dinheiro ainda é um tabu para muita gente, mas segundo os especialistas, é essencial falar sobre ele logo no início do relacionamento, para que esse seja construído de forma segura e saudável.

Nem todo mundo concorda em dever falar sobre salários, em saber quanto o outro ganha, como gasta o dinheiro, quais são os planos para o futuro, mas estes são fatores que determinam se o casal terá ou não uma boa saúde amorosa e financeira.

Sim, isso porque, numa vida a dois, tudo se compartilha, inclusive as contas. Deixar que apenas uma pessoa pague tudo, é ótimo, se for este o acordo explicito ou tácito entre as pessoas. Mas daí um não poderá jogar na cara do outro quem bancou quem a vida toda.

Normalmente, os problemas aparecem quando um ganha mais do que o outro, ou quando utiliza o dinheiro para satisfazer apenas as próprias vontades, escondendo compras do outro ou simplesmente não contribuindo para as despesas em conjunto.

É por isso que falar sobre dinheiro é necessário pois, os acordos informais (tácitos, subtendidos) sempre geram mal-entendidos.

Os conflitos no amor ligados a dinheiro não são de agora

Existe uma crença antiga de que as mulheres gastam mais com roupas e sapatos, enquanto que os homens não economizam quando o assunto é carro ou eletrônicos.

Contudo, esse comportamento vem mudando ao longo dos anos e o fato da mulher ter conquistado seu espaço no mercado de trabalho, fez com que homens e mulheres passassem a dividir as responsabilidades da casa.

De acordo com os especialistas, o casal precisa criar uma rotina para falar sobre dinheiro, mas não apenas quando as contas estão no vermelho.

O melhor momento para reavaliar gastos e planejar os investimentos é quando o dinheiro não é um problema para o casal. Isso deixa o casal mais preparado no caso de surgir algum problema ou situação inesperada, como por exemplo, o desemprego.

Uma dica de ouro dos especialistas é conversar antes de gastar. Se o casal pretende viajar, comprar algum bem ou mesmo sair para jantar em um lugar diferente, é muito importante saber o quanto pretendem gastar e definir quem vai arcar com o quê.

Além disso, o casal deve saber qual é a receita da família, ou seja, quanto cada um ganha. Dessa forma fica mais justo e fácil dividir as despesas e viver de forma equilibrada, além de deixar a relação mais sólida, transparente e segura.

O casal pode acordar sobre o fato de que a contribuição com as despesas da casa deve ser proporcional ao salário, ou seja, quem tem uma renda maior deve contribuir mais. Ou de forma justa permitir que o homem pague mais porque a tarefa doméstica geralmente não é nem reconhecida, nem retribuída. Ou seja, dividir as contas igualmente pode ser ok, mas as tarefas também!

Se de acordo sobre as divisões, o ideal é que o casal tenha uma conta conjunta para pagar despesas como alimentação, água, luz, telefone e que o salário dos dois seja depositado nessa conta. Dessa forma haverá transparência e cumplicidade no compromisso familiar. Mas para manter a privacidade de cada um, recomenda-se que cada um tenha também uma conta individual, além da conjunta. Isso serve para o caso de um querer presentear o outro, por exemplo. O presente pode ser comprado com o dinheiro que está nessa conta e o presenteado não precisa saber quanto custou o seu presente.

Lembrando que essa opção só é indicada quando existe total confiança e cumplicidade no casal, pois do contrário essa conta individual também pode se tornar um motivo de desconfiança e discórdia.

E quando apenas um dos dois trabalha? Nesses casos, é preciso que a responsabilidade de cada um seja bem definida, uma vez que aquele que não trabalha terá que ajudar de outra maneira, seja cuidando dos afazeres domésticos, dos filhos e até mesmo da planilha financeira da família.

Amor e dinheiro em equilíbrio, hora de pensar no futuro

A saúde financeira e amorosa de um casal depende de planejamento, boas escolhas, bem como do alinhamento de interesses. Não adianta nada casar, morar junto, ou o que quer que seja, se os objetivos não casam e cada um pensa e gasta com coisas diferentes.

É por isso mesmo que um relacionamento só dá certo quando os dois se combinam, inclusive nos gastos. Quando isso acontece, fica muito mais fácil planejar cada gasto, desde uma ida ao cinema até a viagem de férias e ainda sonhar com o futuro.

Se o casal atinge esse patamar de união, já pode pensar em destinar parte da receita para investimentos de curto, médio e longo prazo. Educadores e consultores financeiros podem ajudar os casais na missão de organizar as finanças e investir de acordo com os objetivos em comum.

Quando todos esses fatores estão em equilíbrio, os conflitos deixam de acontecer, pois o que prevalece é o amor. Esse sim, tem poder para vencer todas as barreiras, inclusive as que envolvem dinheiro.

Questões relacionadas à criação também implicam no comportamento de cada indivíduo com o dinheiro. Felizmente, muitas pessoas que aprenderam durante a infância que o dinheiro é algo, conseguem se desapegar desse conceito e ensinam para seus filhos uma maneira diferente de lidar com esse recurso.

Quando isso não acontece, o problema é transmitido de pai para filho, complicando ainda vez mais as relações das pessoas com o dinheiro.

Contudo, amor e dinheiro podem sim andar juntos, desde que aprendamos a equilibrar as duas coisas. Não podemos deixar que o amor ao dinheiro seja maior do que o amor pelo próximo. Se isso estiver acontecendo com você ou alguém que conhece, busque apoio de profissionais que possam ajudar a mudar esse comportamento.

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Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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