Pandemia: pesquisa revela aumento de busca no Google por palavras relacionadas ao suicídio

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As medidas preventivas ao contágio da Covid-19 provocou mudanças drásticas na rotina e estilo de vida dos cidadãos, causando estresse, ansiedade e preocupação, o que está intimamente ligado à saúde mental, que por sua vez pode se tornar fatores de risco ao suicídio.

O novo coronavírus (SARS-CoV-2), causador da doença respiratória Covid-19, teve seu início em dezembro de 2019. De lá para cá, o surto que virou pandemia mexeu com o modo de vida de pessoas do mundo inteiro, refletindo até mesmo nos mecanismos de buscas do Google, o que mais vem inquietando as pessoas durante a pandemia.

Um estudo feito por pesquisadores da Columbia University Irving Medical Center, publicado no periódico Plos One, avaliou dados do Google em pesquisas de buscas feitas nos Estados Unidos, revelando um acentuado aumento de busca por informações sobre dificuldades financeiras e ajuda humanitária, fatores que impactam o equilíbrio psíquico do ser humano.

Essa pesquisa feita nos EUA, e outros estudos em diversos países, relacionaram o comportamento detectado nas pesquisas do Google aos fatores desencadeadores do suicídio. Os pesquisadores chegaram à essa conclusão avaliando pesquisas online relacionadas ao suicídio e suas causas,  durante a parte inicial da pandemia e o seu impacto a longo prazo sobre a saúde mental humana.

O estudo

Os pesquisadores usaram um algoritmo para analisar os dados do Google, no período de 3 de março de 2019 a 18 de abril de 2020, a fim de identificar os fatores relacionados ao risco de suicídio.

Para Madelyn Gould, professora de Epidemiologia em Psiquiatria na Universidade de Columbia, e autora sênior do estudo, esse resultado é preocupante:

“A escala do aumento nas pesquisas do Google relacionadas a dificuldades financeiras e alívio de desastres durante os primeiros meses da pandemia foi notável, então esta descoberta é preocupante”, alerta.

Primeira autora deste estudo, a analista de dados Emily Halford, detectou uma preocupação em reduzir os efeitos nocivos da pandemia sobre o psicológico das pessoas:

“Não tínhamos uma hipótese clara sobre se haveria um aumento nas consultas relacionadas ao suicídio durante esse período, mas previmos um senso nacional de comunidade durante a pandemia que pode mitigar o comportamento suicida em curto prazo.”

Estudos anteriores

Baseados nos efeitos de desastres e tragédias que aconteceram anteriormente, outros estudos sugeriram que as taxas de suicídio geralmente diminuem logo após estes desafortunados acontecimentos. Mas em contrapartida, podem aumentar meses depois, como ocorreu após a pandemia de gripe de 1918 e o surto da SARS de 2003 em Hong Kong.

A busca por ajuda durante a Pandemia

Um outro comportamento que ficou evidente neste estudo, foi o significativo aumento de consultas relacionadas à depressão, e ainda um tanto maior em relação à Síndrome do Pânico.

“Parece que os indivíduos estão lutando contra o estresse imediato da perda do emprego e do isolamento e estão pedindo ajuda aos serviços de emergência, mas o impacto sobre o comportamento suicida ainda não se manifestou”, explica Madelyn Gould

Geralmente, a depressão pode demorar mais para se desenvolver, enquanto os ataques de pânico podem ser uma reação mais imediata à perda do emprego e aos eventos emocionalmente carregados em meio ao isolamento social da pandemia.

Outros termos que apareceram nas busca do Google foram os relacionados à solidão e isso se deve ao distanciamento social, uma das principais medidas implantadas para reduzir a disseminação do coronavírus. Para Madelyn Gould:

“esta abordagem pode ter efeitos secundários prejudiciais, como solidão e exacerbação de doenças mentais preexistentes, que são fatores de risco de suicídio conhecidos“.

Em virtude destes resultados, os pesquisadores ainda ressaltam que é de vital importância a prevenção ao suicídio,  garantindo a acessibilidade de serviços de saúde mental, durante e posteriormente à pandemia.

Psiquiatra explica como cuidar da Saúde da Mente

Neste vídeo do canal Saúde da Mente, o médico Psiquiatra Dr. Marco Antonio Abud Torquato Jr. ensina 10 dicas para regular as emoções e lidar melhor com a pandemia:

Como manter a saúde mental em dia

Para quem está se sentindo abalado emocionalmente e mentalmente pelos efeitos da Pandemia, seguem, maneiras de promover a melhora psíquica, durante e depois da quarentena:

  • Seja seletivo com relação ao que entra em sua mente, através dos meios de comunicação
  • Não julgue seus sentimentos, apenas os observe e deixe-os ir
  • Não se identifique com os radicalismos alheios, seja na política ou outros setores
  • Priorize o essencial, pois é a base para viver melhor
  • Procure focar naquilo que te faz bem
  • Seja gentil e tenha paciência consigo mesmo e saberá ser assim com os demais
  • Pratique atividades como Yoga ou Meditação que contribuem para desenvolver a atenção, a serenidade e a gratidão.

Como buscar ajuda

Somando-se ao resultado desse estudo, lembramos que estamos prestes a entrar na campanha Setembro Amarelo de Prevenção ao Suicídio. Por isso, é bom lembrar e compartilhar formas de obter ajuda psicológica, caso sentir que esteja precisando ou se conhecer alguém que necessite de apoio.

Veja como conseguir assistência psicológica gratuita:

CVV

O Centro de Valorização da Vida-CVV é uma entidade que oferece apoio emocional e de prevenção do suicídio, com atendimento gratuito e sob sigilo àqueles quer precisam conversar e desabafar.  Para isso clique-> AQUI.

RAPS

Instituto Sapentia Cordis disponibiliza uma Rede de Atendimentos Psicológicos Sociais pela Internet. Para acessar esse serviço é só fazer o cadastro->AQUI.

Saúde Brasil

O site Saúde Brasil traz várias informações de como ter hábitos saudáveis e cuidar da saúde mental durante a pandemia, confira -> AQUI.

Outras tipos de assistência psicológica

Outra formas de se obter assistência psicológica e gratuita você encontra neste conteúdo:

Agora, dispondo de todas essas informações, cuide-se e compartilhe esse conteúdo com quem estiver precisando. Muitas pessoas perderam trabalho, outras perderam entes queridos. O momento é difícil. É preciso força e solidariedade.

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Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.
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