Morre Washington Novaes, jornalista pioneiro na dedicação à causa ambiental

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O jornalista Washington Novaes (86) morreu nessa segunda-feira (24) em decorrência de um câncer no intestino.

Após a realização de uma cirurgia para a retirada do tumor, ele veio a falecer em um hospital em Aparecida de Goiânia (GO). Seu filho, o cineasta Pedro Novaes, lamenta a morte do pai, que deixará um vazio para a família, para o Cerrado e para a Amazônia.

Isso porque Washington Novaes esteve sempre na luta pelos direitos dos povos indígenas e pelo meio ambiente. Pedro disse:

“Que a gente possa se lembrar dele como essa referência, tanto como pai quanto como jornalista: absurdamente generoso e indignado. E que o exemplo dele nos ajude a superar essa tragédia política, sanitária, ambiental e social que estamos vivendo”.
Novaes tornou-se uma referência em jornalismo ambiental, tendo sido um dos pioneiros em dedicar-se a questões ambientais e indígenas. Produziu documentários e publicou livros sobre os temas, além de ter sido editor do Globo Repórter e do Jornal Nacional, informa o G1.

Por sua trajetória, recebeu diversos prêmios, como o Esso especial de Ecologia e Meio Ambiente (1992) e o Professor Azevedo Netto (2004).

Também atuou como cineasta e, em 1981, dirigiu o documentário “Amazonas, a pátria da água”. Na década de 1980, ele dá início a uma vivência junto com os povos indígenas do Xingu, o que gerou a série “Xingu, a Terra Mágica” e o diário “Xingu, uma Flecha no Coração”. No lançamento do projeto, Novaes comentou que:

“Chegar perto do índio, da cultura do índio, exige uma mudança radical de perspectiva, como se o olho passasse a ver pelo lado oposto, no sonho, no inconsciente. Entender o índio, entender a sua cultura e respeitá-lo, implica despirmo-nos desta nossa civilização. Porque o encontro com o índio é um mergulho em outro espaço, em outro tempo”.

Já neste século, ele voltou ao Xingu e lançou o projeto “Xingu, a Terra Ameaçada”, no qual mostra, entre o lapso das suas duas vivências, a destruição provocada pelo desenvolvimento econômico, bem como as mudanças culturais e ambientais na região. Ambas as obras renderam premiações internacionais ao jornalista como diretor e documentarista.

O percurso profissional de Novaes deixou um verdadeiro legado para a causa ambiental e para aqueles que atual nela. Foram inúmeros os projetos de que participou sobre diversos temas relacionados ao meio ambiente e aos povos indígenas.

Sem dúvida, uma grande perda para a cultura brasileira e para a luta ambiental.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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