O paradoxo de Monty Hall: a mudança é assustadora mesmo quando é a escolha mais matematicamente correta

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Mesmo que aspectos (fatos, oportunidades) de nossa vida mudem, muitas vezes não questionamos as escolhas que fizemos anteriormente. Não fazemos isso, mesmo que alterá-los possa ser benéfico para nós. Essa “resistência” à mudança é explicada por muitos com o paradoxo de Monty Hall.

A propósito: Monty Hall é o pseudônimo de Maurice Halprin, apresentador de um jogo de prêmios americano em que se tratava de identificar em qual das três portas um prêmio estava escondido. O paradoxo que leva seu nome é um problema de teoria da probabilidade; uma de suas formulações mais famosas é a enviada à coluna de Marilyn vos Savant (detentora de nada menos que um recorde do Guinness para o QI) no semanário “Desfile”:

“Suponha que você participe de um jogo de prêmios, onde você pode escolher entre três portas: atrás de uma delas está um carro, atrás das outras, cabras. Escolha uma porta, digamos a número 1, e o anfitrião do jogo, que sabe o que está atrás de cada porta, abre outra porta, digamos 3, revelando uma cabra.

Então ele pergunta a você: “Você gostaria de escolher o número 2?”. Você deve alterar sua escolha original?”

Removemos imediatamente qualquer dúvida possível: a resposta matematicamente correta é simSeria melhor mudar. As chances de vitória aumentariam .

Mas, do cálculo de probabilidades para a nossa vida, como dar o salto?

paradoxo de Monty Hall (1)

“Como sempre – diz Sara Diani , médica e investigadora independente – podemos inspirar-nos em enigmas matemáticos para fazer questões que nos dizem respeito, para refletirmos e também para encontrarmos soluções de forma criativa”.

“Monty Hall” apresenta-nos dois temas: por um lado, a nossa disponibilidade e flexibilidade para mudar as nossas escolhas iniciais, apesar da incerteza; de outro, o paradoxo entre mente e coração, enfim, o conflito entre “racionalidade” e “irracionalidade”.

“Quanto às nossas escolhas – observa a pesquisadora – a resposta é clara: as chances de ver o carro aumentam trocando de porta. Traduzir estes dados para o nosso cotidiano significa tentar estar mais atentos às nossas escolhas, às nossas decisões e às suas consequências, reavaliando-as, refinando-as quase em tempo real à medida que os acontecimentos mudam, para melhorar a nossa situação”.

A questão se torna “mais quente” quando consideramos a racionalidade e a irracionalidade:

“Nossa sociedade recompensa funções cognitivas superiores, tenta medir a inteligência com o QI, tenta construir robôs (inteligência artificial) baseada sobretudo em habilidades de cálculo, no desempenho de funções únicas complexas e racionais. Estamos na esquizofrenia do elogio da racionalidade, como se este fosse um conceito em si e independente de tudo o mais. Na verdade, somente se tivermos uma harmonia entre nossas partes corporais, emocionais e racionais podemos agir de forma equilibrada, como seres sencientes que somos”.

O chamado paradoxo entre racionalidade e irracionalidade, mente e coração é, portanto, rapidamente resolvido: a racionalidade não poderia existir sem um bom funcionamento dos outros componentes.

“Na prática – conclui Sara Diani – é somente se deixarmos o coração falar que a mente pode se expressar em toda a sua beleza e poder. Ou seja, aumenta o alcance, a paleta possível de nossas ações e comportamentos. É como se as cores primárias nascessem do preto e do branco e, da mistura delas, nascem cores secundárias. Aí se formam todas as tonalidades possíveis: assim podemos admirar os diferentes usos das cores, por exemplo em Van Gogh, De Chirico, Kandinski ”.

paradoxo de Monty Hall nos lembra que estar atentos ao que acontece, prontos para avaliar com a mente e com o coração a possibilidade de mudar nossas decisões – a partir das novas variáveis ​​que vão surgindo – aumenta nossas chances de viver plenamente, fluindo com as oportunidades que a vida nos oferece. Se for um risco, parece muito bom aceitá-lo.

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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