Em memória de Dorothy Stang: assassinada porque queria salvar a Amazônia

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Já se passaram 16 anos desde a morte de Dorothy Stang. Ela lutou a vida inteira ao lado dos camponeses da Amazônia brasileira pela defesa de suas terras. Stang foi uma freira missionária de origem americana e uma personagem incômoda devido a suas lutas para proteger o meio ambiente e as populações brasileiras.

Em 12 de fevereiro de 2005 ela foi assassinada com seis tiros aos 73 anos, quando estava na cidade de Anapu, no estado do Pará.

Seu compromisso como missionária não estava ligado apenas à religião. Na verdade, ela se juntou aos movimentos sociais que nasceram no estado do Pará para deter o desmatamento da Amazônia e sempre esteve próxima aos camponeses locais e trabalhadores da Transamazônica para defender suas terras.

Dorothy Stang foi assassinada porque lutou para proteger os povos indígenas da Amazônia e suas terras da especulação selvagem. Ela queria defender os mais pobres e ao mesmo tempo salvar um território devastado dia após dia pelo desmatamento. Por seu compromisso, ela foi definida como ‘a primeira mártir da criação’.

Seu compromisso abnegado com a população brasileira pode ser resumido em uma de suas palavras: “Se algo sério tiver que acontecer hoje, acontecerá comigo e não com outras pessoas que têm família”.

Dorothy Stang inicialmente sonhava em trabalhar como freira missionária na China, mas depois de ensinar em escolas em Chicago e Phoenix, nos Estados Unidos, ela se viu partindo para o Brasil com outras quatro freiras para ajudar os fazendeiros a construir um futuro independente para suas famílias.

Ano após ano, o compromisso no Brasil tornou-se cada vez mais arriscado tanto para os missionários quanto para as famílias dos agricultores. O mundo foi descobrindo as riquezas que a floresta amazônica poderia oferecer e aos poucos especuladores e gigantes do agronegócio começaram a se interessar pelo maior pulmão verde do planeta.

A floresta amazônica abriga 50% das espécies de plantas presentes no mundo e 20% dos recursos de água doce do planeta, graças às suas bacias hidrográficas. Dorothy Stang testemunhou a derrubada de árvores, os incêndios e as ações de especuladores com seus próprios olhos.

A missionário ambiental incentivou as populações locais a proteger a floresta e a adotar técnicas de agricultura sustentável. Precisamente por causa de sua atividade, evidentemente contrária aos interesses dos especuladores e do agronegócio, já na década de 90 acabou na lista negra de pessoas inconvenientes que deveriam ser eliminadas.

Ambientalistas, fazendeiros e defensores dos direitos humanos são assassinados todos os anos na Amazônia, vítimas de homicídios premeditados para eliminar a oposição à destruição da floresta amazônica, como aponta a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Namur, da qual Dorothy Stang fazia parte.

As mortes também servem para eliminar todos aqueles que tentam apoiar as comunidades camponesas e dar-lhes educação. Os poderosos gostariam que os camponeses continuassem escravos sem liberdade.

Dorothy Stang pediu repetidamente ao governo que protegesse os camponeses, mas nunca foi ouvida até que, em 12 de fevereiro de 2005, dois homens armados a atacaram em uma estrada rural na cidade de Boa Esperança.

Dorothy Stang

Ele simplesmente queria criar comunidades autossuficientes com camponeses que pudessem alcançar a independência e, ao mesmo tempo, defender a floresta. Justamente por isso ela foi assassinada.

Somente após a morte de Dorothy Stang, o presidente brasileiro Luiz Inácio da Silva tomou a decisão de colocar parte da floresta amazônica sob proteção federal. O território protegido está localizado na região de Anapu, exatamente onde morava a missionária ambientalista. Sua coragem e compromisso são agora reconhecidos em todo o mundo. Ela lutou até o fim para realizar um sonho em um mundo que estava remando contra ela.

Hoje Dorothy Stang é considerada um modelo para quem luta pela defesa do meio ambiente e pelos direitos humanos e nos lembra que muitas pessoas no mundo estão comprometidas em proteger o planeta e os mais fracos, até mesmo colocando suas vidas em risco.

Fonte da foto: Revgenary

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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