Crise climática: como as pessoas vivem em temperaturas de 50 graus?

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Você sabia que 2021 foi o ano mais quente da história? Você já deve ter percebido as mudanças e as temperaturas extremas, inclusive dias de calor quando era para fazer frio e vice-versa.Tudo isso faz parte da crise climática.

Milhões de pessoas estão vivendo em temperaturas extremas, enfrentando uma ameaça crescente de enchentes ou incêndios florestais.

Veja entrevistas com cinco pessoas em diferentes partes do mundo que já estão vivendo essa realidade do aquecimento global, e dizem como isso mudou suas vidas.

Noites sem dormir

Shakeela Bano costuma colocar as roupas de cama de sua família na laje de sua casa de um andar na Índia. É que algumas noites são muito quentes para dormir dentro de casa. Mas a superfície pode estar quente demais para andar.

Shakeela mora com o marido, a filha e três netos em um quarto sem janelas em Ahmedabad. Eles têm apenas um único ventilador de teto.

Sua família é uma das que vivem na ìndia que, Ccom a mudança climática, possui cidades alcançando 50°C. As áreas densamente povoadas e construídas são particularmente afetadas por algo conhecido como efeito de ilha de calor urbana e à noite pode fazer mais calor ainda.

Shakeela teve que pedir empréstimo para pintar o telhado da casa de branco, o que reduziu a temperatura entre 3 e 4 graus.

Segundo ela, o quarto ficou mais fresco e as crianças dormem melhor.

Quente como fogo

O calor no norte da Mauritânia, no oeste da África, está quente demais para muitas pessoas viverem e trabalharem.

Sidi, de 44 anos, mora em uma pequena vila perto dos limites do Saara. Para evitar temperaturas acima de 45°C no verão, Sidi começou a trabalhar à noite.

As perspectivas de emprego são escassas e não há plantas para as ovelhas e cabras pastarem.

Assim como um número cada vez maior de seus vizinhos, Sidi  tem planos de mudar para uma cidade mais fresca.

“As pessoas estão se mudando daqui”, explica Sidi. “Não aguentam mais o calor.”

Um inferno

Patrick Michell, chefe do Kanaka Bar First Nation, começou a notar mudanças preocupantes na floresta perto de sua reserva em British Columbia, no Canadá, há mais de três décadas. Havia menos água nos rios e os cogumelos pararam de crescer.

Neste verão, seus medos se tornaram realidade. Uma onda de calor estava varrendo a América do Norte. Sua cidade chegou a 53 graus e logo depois começou a pegar fogo, com chamas de 3 andares.

Patrick cresceu lidando com incêndios florestais. Mas, assim como o clima, os incêndios também mudaram.

“Não são mais incêndios florestais, são infernos”, diz ele. “Como você acaba com um inferno?”

Mudou em poucos anos

Quando eu era criança, o clima não era assim”, diz Joy, que mora no Delta do Níger, na Nigéria. A região é uma das mais poluídas da Terra, e os dias e noites mais quentes estão aumentando.

As empresas petrolíferas usam as chamas de incêndio para queimar o gás que é liberado do solo quando fazem a prospecção de petróleo e são uma parte significativa de emissão de CO2.

Terras férteis da região norte foram transformadas em desertos, devido às mudanças climáticas, enquanto enchentes repentinas atingiram o sul. As pessoas nõ se lembram de climas tão extremos no passado.

Joy não está otimista quanto ao futuro.

“Acho que a vida (na Terra) está chegando ao fim.”

Um calor que não é normal

Om Naief, funcionária pública preocupada com o aquecimento, começou a plantar árvores em um pedaço de deserto perto de uma rodovia. Apesar de ter ouvido que seria impossíve, o canteiro modesto deu resultado.

As árvores protegem da poeira, eliminam a poluição, limpam o ar e reduzem as temperaturas”, diz ela. Ouriços-terrestres e lagartos de cauda espinhosa agora visitam o local. “Há água doce e sombra. É uma coisa linda.

Om mora no Oriente Médio, que está esquentando mais rápido do que grande parte do mundo. O Kuwait caminha para temperaturas insuportáveis ​​- costuma ser mais quente do que 50°C. Algumas previsões sugerem que a temperatura média aumentará 4°C até 2050. No entanto, a economia do Kuwait é dominada pelas exportações de combustíveis fósseis.

Agora o povo tem esperança deque o Kuwait esteja pronto para se posicionar contra a crise climática.

“Este calor não é normal”, conclui Om. “Esta é a terra dos nossos pais. Devemos retribuir, porque ela nos deu muito.”

Fonte: bbc

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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