Você sabia? Nova York foi fundada com a ajuda de 23 judeus, expulsos de Recife

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A imigração judaica ao Brasil remonta à época do descobrimento, com os chamados “cristãos novos”, judeus que foram obrigados a se converter ao cristianismo na Península Ibérica devido à perseguição pela Igreja Católica.

Na então maior colônia portuguesa, alguns deles abdicaram das práticas judaicas. Outros as mantinham às escondidas.

“Os judeus que vieram ao Brasil eram descendentes dos cristãos novos que se mudaram para a Holanda um século depois da conversão forçada pela Inquisição. Naquele país, eles puderam retornar ao judaísmo, recuperando tradições e reorganizando-se enquanto comunidade”, explica Levy.

Em Recife, eles foram abrigados por parentes, mas constituíram sua própria comunidade, na qual podiam, professar sua religião em paz, dedicando-se ao comércio, à botânica e à engenharia. Contribuíram muito para o enriquecimento cultural da região.

Inclusive, a primeira sinagoga das Américas, Kahal Zur Israel, foi fundada ali, ocupando um dos casarões da “Rua do Bom Jesus”, então chamada de “Rua dos Judeus”, e reinaugurada em 2002.

“Maurício de Nassau, um grande humanista, defendia a visão de que o bom convívio de grupos de diferentes religiões seria politicamente mais proveitoso, e também do ponto de vista econômico”, acrescenta.

Com o intuito de transformar Recife na “capital das Américas”, Nassau investiu em grandes reformas, tornando-a uma cidade cosmopolita. Apesar de benquisto, ele acabou acusado por improbidade administrativa e foi forçado a voltar à Europa em 1644.

Após o fim da administração Nassau, a Holanda passou a exigir a liquidação das dívidas dos senhores de engenho, o que levou à Insurreição Pernambucana e que culminaria, mais tarde, com a expulsão dos holandeses do Brasil, em 1654.

Os judeus que aqui haviam fincado raízes se viram sem alternativa. Alguns deles fugiram para o Sertão. Outros, decidiram voltar à Holanda, de onde vieram 20 anos antes e onde o judaísmo agora já era permitido devido ao calvinismo, uma versão mais liberal do cristianismo.

No meio do caminho, foram desviados por uma tempestade e saqueados por piratas. Foram resgatados por uma fragata francesa e levados à Jamaica, colônia espanhola, acabando presos devido à Inquisição espanhola.

O governo holandês atuou em sua defesa e foram libertados. Parte do grupo seguiu para um destino mais próximo do que a Europa: a colônia holandesa de Nova Amsterdã, atual Nova York, então um mero entreposto comercial.

Ali formaram a primeira comunidade judaica da América do Norte e contribuíram para o desenvolvimento da cidade. Atualmente, Nova York é a segunda cidade com o maior número de judeus no mundo, atrás apenas de Tel Aviv, em Israel.

Registros populacionais da Prefeitura de Nova York mostram que eles chegaram em setembro de 1654.

A duras penas, os 23 judeus conseguiram sobreviver a partir do comércio, que logo cresceu, atraindo mais judeus para a cidade, que viria a mudar de nome (para Nova York) em 1664.

Depois da guerra de independência americana, seus descendentes alcançaram plena cidadania. Um deles, Benjamin Mendes (1745-1817) fundou a Bolsa de Nova York.

Fonte: bbc

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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